Milhares de pessoas tomam as ruas de Barcelona contra intervenção da Espanha

Manifestantes também pedem a liberação de ativista

Por O Dia

Madri - Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Barcelona em um protesto contra a intervenção do governo central de Madri no Parlamento regional. Os manifestantes pedem também a liberação de dois proeminentes ativistas, acusados de apoiar os movimentos de sedição. 

Manifestantes pró independência da Catalunha se reuniram para protestar na tarde deste sábadoAFP

A marcha foi inicialmente convocada pela Assembleia Nacional da Catalunha e o instituto Omnium Cultural, mas acabou se tornando um ato suprapartidário contra Madri.

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, afirmou durante discurso que o governo espanhol "se situa fora do Estado de direito", e que pedirá um plenário do Parlamento regional para que debata sobre as medidas com que Madri quer intervir na autonomia catalã.

"Pedirei ao Parlamento que estabeleça a convocatória de uma sessão plenária, onde nós representantes da soberania cidadã (...) debatamos e decidamos sobre a tentativa de liquidar nosso autogoverno e nossa democracia, e ajamos em consequência", disse Puigdemont em um discurso, em resposta à bateria de medidas anunciadas pelo governo de Mariano Rajoy para deter o desafio separatista catalão.

Mais cedo, o primeiro-ministro da Espanha, o conservador Mariano Rajoy, invocou o artigo 155 da Constituição e anunciou o afastamento de Puigdemont bem como a convocação de eleições em até seis meses. No começo do mês, separatistas fizeram um plebiscito não-autorizado por Madri no qual o pedido de independência venceu com mais de 90% dos votos.

Além de bandeiras da Catalunha, os manifestantes carregam banners com inscrições pedindo a liberdades dos ativistas separatistas Jordi Sanchez, presidente da Assembleia, e Jordi Cuixart, líder do Omnium.

O porta-voz do Omnium, Marcel Mauri, disse na manifestação que o plano do governo central da Espanha tem como objetivo tomar controle dos poderes regionais "para destruir a democracia".

Agusti Alcoberro, vice-presidente da Assembleia, classificou o movimento do governo da Espanha como "uma escalada repressiva para eliminar a Catalunha como uma nação política"

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