B2W reforça logística com aquisição da Direct Express

Acordo fechado com Tegma Gestão Logística, no valor de R$ 127 milhões, ainda depende de aprovação regulatória

Por O Dia

São Paulo - A B2W — companhia de varejo on-line que controla os sites Americanas.com e o Submarino — anunciou ontem que fechou acordo com a Tegma Gestão Logística para a compra de 100% do capital social da Direct Express Logística Integrada, por R$ 127 milhões. A aquisição será realizada por meio da 8M Participações, subsidiária da B2W, e está sujeita ao cumprimento de determinadas condições, entre elas, a aprovação das autoridades concorrenciais do país.

Criada em 2003, a Direct Express presta serviços logísticos para cargas e encomendas expressas, o que inclui desde a armazenagem até a execução e a informação das entregas. A companhia possui uma estrutura de 21 mil metros quadrados de triagem em São Paulo e cerca de 2 mil funcionários, além de uma frota de 1,5 mil veículos e uma rede de 64 unidades de entrega em todo o Brasil.

Em comunicado, a B2W informou que a aquisição “tem por objetivo elevar o nível de serviço logístico da companhia e está alinhada com o seu plano estratégico de estar mais próxima do cliente”. Procurada pelo Brasil Econômico, a empresa disse por meio de sua assessoria de imprensa que não iria comentar o acordo. Em nota à imprensa, a Tegma afirmou que irá intensificar o foco nas suas principais áreas de atuação: logística de veículos, logística inbound (processos de transporte da matéria-prima até a fábrica) e armazenagem.

A compra da Direct Express integra um plano de investimentos de R$ 1 bilhão anunciado pela B2W para o período de 2013 a 2015. Como parte dessa estratégia, a empresa fez quatro aquisições em 2013 nos segmentos de logística e tecnologia. A lista incluiu a Click Rodo, de entregas de comércio eletrônico, e as companhias de software Uniconsult, Ideais Tecnologia e Tarkena.

Criada em 2003, a Direct Express, da Tegma, tem uma frota de 1%2C5 mil veículos e uma rede de 64 unidades de entrega em todo o BrasilDivulgação

Em outra frente, a B2W inaugurou três novos centros de distribuição em outubro. As unidades instaladas em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco substituíram centros de menor porte nessas localidades e ampliaram a capacidade de armazenagem total da companhia em 60%. Com sete centros atualmente, a B2W informou em comunicado recente que irá investir em, no mínimo, sete novas unidades até o fim de 2015. Ao mesmo tempo, a empresa inaugurou em abril seu segundo centro de inovação e tecnologia, localizado em São Paulo.

“A aquisição é bastante favorável e complementar, pois a Direct Express é a maior transportadora de comércio eletrônico no Brasil de volumes até 30 kg”, diz Lenon Borges, analista da Ativa Corretora. “A B2W já operava bem em todas as outras etapas e essa era uma das poucas vertentes que não estavam dentro da empresa e que aos poucos, eles estão internalizando”, afirma.

A compra da Direct Express acontece pouco mais de uma semana depois de os acionistas da B2W aprovarem um aumento de capital de R$ 2,38 bilhões, por parte da Lojas Americanas S.A., controladora da B2W, e do fundo de investimento americano Tiger Global. A operação envolve a emissão privada de 95,2 milhões de ações ordinárias, ao preço de R$ 25 por papel. Segundo a companhia, os recursos obtidos por meio da iniciativa serão destinados à amortização de parte da dívida da empresa, que fechou o primeiro trimestre com uma dívida líquida de R$ 1,42 bilhão.

“Com esse aumento de capital, o valor da aquisição da Direct Express é muito pequeno”, diz Borges, que destaca ainda outro ponto positivo do acordo. “Cerca de 7% da receita da B2W é destinada aos custos com frete. À medida que a empresa conseguir a aprovação da transação e gradativamente incorporar as operações da Direct Express, será possível reduzir esse percentual, que hoje é bem elevado para a companhia”, observa.

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