Mundial ativa mercado de jogadores

Os craques da América do Sul, África e Ásia são os maiores beneficiados pela valorização dos passes a cada edição da Copa

Por O Dia

O alemão Klose não tem um bom históricoem clubes%2C mas por ser um dos maiores artilheiros do Mundial%2C teve a carreira valorizada”%2C diz Pedro Daniel da BDO BrazilPatricia Stavis

Os jogadores da América do Sul, da África e da Ásia são os maiores beneficiados pela vitrine que a Copa do Mundo proporciona para revelar craques aos principais clubes europeus. De acordo com Pedro Daniel, consultor de gestão esportiva da BDO Brazil, os jogadores europeus já atuam em ligas que lhes dão grande visibilidade. Mas, nos países emergentes, muitos são desconhecidos e têm, a cada quatro anos, uma oportunidade única de mostrar seu valor.

“O Mundial é a maior vitrine, a que tem o maior impacto. Quem se destaca em uma Copa do Mundo é muito valorizado e vendido por um alto valor”, disse Daniel. Um bom exemplo foi o que ocorreu com os jogadores da seleção brasileira campeã de 2002. Dos 23 convocados, sete — 30% do plantel — assinaram contrato melhor com um novo clube. Dos sete, quatro atuavam em times brasileiros e foram para o futebol da Europa: Kleberson saiu do Atlético PR para o Manchester United (ING); Gilberto Silva deixou o Atlético MG rumo ao Arsenal (ING); Belletti foi vendido pelo São Paulo ao Villareal (ESP); e Luizão trocou o Grêmio pelo Hertha Berlim (ALE). Também foram negociados Ronaldo Fenômeno, artilheiro da Copa (deixou a Internazionale e fechou com o Real Madrid), Ricardinho (trocou o Corinthians pelo São Paulo) e Rivaldo (deixou o Barcelona e fechou com o Milan, pouco antes do torneio). “Na Copa, todos podem aparecer da mesma forma, é a grande chance para outros continentes”, conta Daniel.

Alguns clubes preferem se antecipar ao evento para fechar negócio, como aconteceu com o Barcelona, que acertou com David Villa semanas antes de 2010. A contratação antecipada se tornou excelente para o clube, pois o jogador teve grande atuação no torneio e, se fosse comprado depois da Copa, seu passe sairia mais caro.

Segundo Daniel, isso depende da estratégia dos clubes, e há sempre o risco de o atleta ter uma lesão, ou ainda uma péssima atuação, e, consequentemente, seu passe se desvalorizar na Copa. No Mundial do Brasil, três grandes negociações já foram realizadas antes mesmo do evento: o PSG contratou o brasileiro David Luiz; o Borussia Dortmund fechou com o italiano Inmobile; e o Chelsea comprou o espanhol Fábregas.

Para Daniel, a Copa pode servir também para elevar a cotação de alguns jogadores menos valorizados pelo mercado: “Muitos atletas não são fora de série, mas com uma boa Copa acabam se valorizando. O alemão Klose é um exemplo. Ele não tem bom histórico em clubes, mas por ser um dos maiores artilheiros do torneio, teve a carreira valorizada”.

Um jogador que tem a oportunidade de ter seu passe bastante valorizado nessa Copa é o goleiro Ochoa, do México, que brilhou contra o Brasil. Por coincidência, ele está com seu contrato em aberto, negociando renovação com seu clube — o modesto Ajaccio, da segunda divisão na França.

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