Com fusão formalizada, Kroton e Anhanguera buscam integração

Após a aprovação do acordo pelos acionistas das duas companhias, grupo terá como foco a captura de sinergias e o investimento em inovação

Por O Dia

Pouco mais de um ano após anunciarem a fusão de suas operações, a Kroton e a Anhanguera Educacional começam efetivamente hoje a operar como uma só companhia. Depois de ser autorizado – com restrições - pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), em maio, o acordo que cria o maior grupo global de educação em valor de mercado foi enfim aprovado pelos acionistas das duas companhias, em assembleias extraordinárias realizadas na manhã de ontem.

Na divisão da nova operação, a Kroton terá uma participação de cerca de 66,5%, enquanto a Anhanguera deterá os 33,5% restantes. Com a aprovação, a Kroton será a marca corporativa do grupo, que será comandado por Rodrigo Galindo. A marca Anhanguera será mantida e incorporada ao portfólio da nova companhia. Presidido por Gabriel Rodrigues, principal acionista da Anhanguera, o conselho de administração será formado por 13 membros, sendo 9 deles indicados pela Kroton e 4 pela Anhanguera. “Somadas as idades dos representantes, temos 420 anos de experiência em educação”, brincou Galindo, durante encontro com jornalistas. “Nosso grande desafio agora é a integração”, acrescentou.

A expectativa é que o processo da integração seja concluído até o fim de 2015. Segundo o executivo, a companhia prevê capturar 100% das sinergias previstas com a fusão em um prazo de 36 meses. Para os próximos 12 meses, o índice previsto é de 20%. “Inicialmente, nossa projeção é obter R$ 300 milhões em sinergias, mas, certamente, existem muitas oportunidades e negócios potenciais além desse valor”, afirmou.

Ao lado do crescimento orgânico, o principal pilar para os próximos dois anos será o investimento em inovação e em tecnologias aplicadas à educação para aprimorar as metodologias de ensino. Em uma das iniciativas nessa frente, a companhia já selecionou três empresas que trabalham com softwares que permitem personalizar a oferta de conteúdo para cada aluno, seguindo as características de aprendizado de cada estudante. “No ensino de escala, você ganha padrão, mas perde muito em customização. Queremos devolver essa experiência personalizada aos alunos”, disse Galindo.

O executivo afirmou ainda que a companhia vai estruturar a venda da Uniasselvi no segundo semestre. A saída da marca de ensino a distância da operação foi uma das condições impostas pelo órgão regulador, o Cade, para aprovar a fusão. Segundo Galindo, a Uniasselvi responde por cerca de 5% dos alunos da nova companhia. “Temos um prazo longo – sigiloso – para esse desinvestimento. Vamos estruturar esse processo com calma, mas pelos indicativos de interesse que já recebemos, de grupos nacionais e internacionais, tenho certeza que será um processo bastante competitivo”.

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