Fundador de igreja é preso suspeito de desviar dinheiro do dízimo no ES

Integrantes da Igreja Maranata teriam feito movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, segundo o MP

Por O Dia

Espírito Santo - O ex-presidente e fundador da Igreja Cristã Maranata (ICM), pastor Gedelti Gueiros, foi preso na manhã desta segunda-feira com outros oito integrantes da congregação. Eles teriam praticado desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, segundo o Ministério Público do estado (MPES).

Gedelti foi preso por policiais do Grupo de Operações Táticas (GOT) na residência dele, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha. O interventor da instituição, Júlio Cezar Costa, foi destituído. A sede do presbitério da Maranata, em Vila Velha, foi interditada pela polícia.

Segundo o delegado Eduardo Chaddour, uma das prisões será domiciliar, que será do pastor Arlínio de Oliveira Rocha. Todos os outros detidos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana, na Grande Vitória.

Além de Gedelti e Rocha, foram levados Antônio Angelo Pereira dos Santos, Antonio Carlos Rodrigues de Oliveira, Antonio Carlos Peixoto, Amadeu Loureiro Lopes, Carlos Itamar Coelho Pimenta e Jarbas Duarte Filho. Wallace Rozetti e Leonardo Meirelles de Alvarenga se apresentaram diretamente na delegacia.

Em maio, dezenove membros da Igreja Cristã Maranata foram denunciados à Justiça peloos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. Antes, em março, Gedelti e outros três membros da ICM haviam sido presos por coagir testemunhas do inquérito que investiga a igreja. A Igreja Cristã Maranata possui mais de 5,5 mil templos no Brasil e em outros países.

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