Pizzolato vai responder por uso de documentos falsos na Itália, diz polícia

Autoridades italianas fazem pronunciamento nesta manhã durante coletiva com a imprensa

Por O Dia

Itália - A polícia italaina informou nesta quinta-feira que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, de 61 anos, preso nesta quarta, vai responder no país pelo uso de documentos falsos. Além do passaporte, diversos documentos foram encontrados com o condenado no processo do mensalão no momento da prisão, segundo a polícia. As autoridades se pronunciaram na manhã desta quinta em uma coletiva de imprensa. 

O código penal italiano prevê uma pena de até três anos para o crime.

Imagem de Pizzolato divulgada pela polícia italianaDivulgação

O ex-diretor do BB era o único foragido dos 25 condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. Ele foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato por ter facilitado o pagamento fraudulento de contratos de publicidade feitos entre a DNA Propaganda, de Marcos Valério, e o Banco do Brasil.

A polícia local vinha monitorando o foragido. Segundo o comandante provincial da polícia de Modena, Stefano Savo, Pizzolato estava acompanhado pela mulher em uma vila de casas em Pozza, bairro de Maranello a 320 Km de Roma. De acordo com investigações, ele ficava o tempo todo dentro de casa e o imóvel aparentava estar fechado.

No momento da prisão, Pizzolato negou ser quem a polícia procurava, mas acabou confirmando a identidade ao perceber que havia sido reconhecido. 

Stefano afirmou que foram encontrados 14 mil euros (R$ 45,4 mil) na casa, vários documentos falsos emitidos em diferentes regiões da Itália e outros do Brasil e da Espanha, já vencidos. Além disso, havia um grande estoque de alimentos no local. Pizzolato usava um sobrenome similar ao seu.

O documento falso de identidade espanhol é anterior ao processo do mensalão. Também foi encontrado um passaporte em nome do irmão mais velho de Henrique, Celso Pizzolato, que morreu em um acidente de carro em 1978.

Segundo o comandante da polícia, Henrique Pizzolato já tem um advogado que o representa em Modena.

Fuga

Segundo a PF, Pizzolato fugiu do Brasil pela fronteira com a Argentina dois meses antes de sua prisão ser decreatda, em 15 de novembro do ano passado. Após chegar em Buenos Aires, embarcou em um voo para a Espanha e após isso, seguiu para a Itália. 

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta que pediria ao governo da Itália a extradição do foragido. "É nosso dever, assim o faremos. Uma vez que há mandado de prisão, comunicaremos ao Supremo da prisão e tomaremos todas as medidas necessárias", disse Cardozo em entrevista coletiva.

Imagem do passaporte encontrado com Henrique Pizzolato, na ItáliaDivulgação / Interpol





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