Pererecas do Caribe tiram o sono de moradores de bairro paulistano

Brooklin está infestado pelas pererecas-assobiadoras. Anfíbio recebe este nome pelo característico som que macho emite para atrair a fêmea

Por O Dia

São Paulo - Dormir se tornou uma árdua tarefa para moradores do Brooklin, na Zona Sul da cidade. Bairro nobre da capital paulista está infestado por pererecas-assobiadoras, ou eleutherodactylus johnstonei, como são conhecidas cientificamente. Durante o período de reprodução, que vai de outubto até abril, o macho canta na tentativa de atrair a fêmea. Contudo, o som não é música, mas sim barulho.

Naturais de Porto Rico, no Caribe, o anfíbio, que se tornou uma praga no Havaí (EUA), está se reproduzindo sem controle em São Paulo pois não encontra predador natural, mostrou reportagem do Bom Dia Brasil da TV Globo, desta quarta-feira.

Pererecas do caribe se espalharam pelo Brooklin%2C bairro nobre da capital paulistaReprodução TV Globo

"Eu acordei um dia de madrugada com tontura. Pensei que era labirintite. Fiz meus exames e soube que era uma vertigem paroxística aguda, possivelmente causada por esse excesso de barulho, que ultrapassa os decibéis permitidos", disse a moradora Marilene Ayalla, de 72 anos.

"Eu fico um pouco incomodada por não ser uma espécie daqui. Fico pensando se isso corre o risco de se alastrar", disse Leila Vieira, outra moradora.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o local está sendo monitorado. Diretor do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Butantan, Carlos Jared sugere que as pererecas sejam recolhidas manualmente.

Naturais em Porto Rico, elas viraram uma praga no Havaí. Aqui no brasil, o canto muito alto abafa os outros e atrapalha a reprodução de sapos e rãs. “Desequilíbrio ecológico é uma coisa muito séria. Não é só pelo incômodo, é pela saúde do planeta, inclusive", disse o pesquisados.

O relato ouvido pelos moradores foi que um estrangeiro trouxe as pererecas para o bairro paulistano e, irritado com o barulho, as jogou em um bueiro, local úmido e propício para que elas se multiplicassem.

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