Brasil incentiva Haiti a consolidar democracia cinco anos após terremoto

Terremoto que atingiu o Haiti causou mais de 200 mil mortes

Por O Dia

Brasília - Cinco anos depois do terremoto que devastou o Haiti e causou mais de 200 mil mortes, o Itamaraty incentivou o país a "unir-se em torno do projeto de consolidação" de um ambiente "democrático e próspero".

Em nota oficial divulgada por causa do quinto aniversário da tragédia, o Ministério das Relações Exteriores ressaltou a "permanente solidariedade e o engajamento com a causa de um Haiti democrático e estável.

Terremoto deixou mais de 200 mil mortos e feridos. Até hoje o país tenta se recuperarErnesto Carriço / Agência O Dia

No documento, o governo brasileiro diz que apenas a união dos haitianos "permitirá a superação de tantos desafios que ainda se colocam para que o país possa garantir segurança e estabilidade para os seus cidadãos e um ambiente favorável para as atividades econômicas, os investimentos e a cooperação internacional".

O Brasil coopera com o Haiti em diversos programas sociais, comanda a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) e mantém um contingente de 1.433 militares e 18 policiais no país.

Nas últimas semanas, a prolongada crise institucional e política no Haiti aumentou e a oposição foi às ruas para exigir a renúncia do presidente, Michel Martelly, e exigir a convocação de eleições.

Nesta segunda-feira, expira o prazo estabelecido para se chegar a um acordo que permita a governabilidade do país, em meio a turbulências políticas que em dezembro levaram à renúncia do então primeiro-ministro, Laurent Lamothe.

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