TAM e Gol cancelam voos para a Argentina por causa de greve nacional no país

Passageiros que vinham para o Brasil ou iam para a Argentina precisam entrar em contato com a companhia aérea

Por O Dia

Rio - As companhias aéreas TAM e Gol, as duas maiores do Brasil, anunciaram nesta segunda-feira o cancelamento dos voos com destino à Argentina, previstos para esta terça, por causa da greve nacional que paralisou os transportes no país vizinho. Em comunicado, a TAM anunciou o cancelamento de 19 voos desde São Paulo, Rio de Janeiro e Assunção, no Paraguai, com destino às cidades argentinas de Buenos Aires, Córdoba e Rosário, assim como dos que sairiam dos aeroportos argentinos. Sendo seis voos cancelados apenas no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, Zona Norte do Rio.

Seis voos da TAM foram cancelados no aeroporto do GaleãoAndré Luiz Mello / Agência O Dia

A maior companhia aérea do país justificou sua decisão pela "paralisação geral que ocorre nesse país nesta terça-feira" e disse que os passageiros com passagens para esses voos poderão reprogramar suas viagens para os próximos 15 dias, sem custo adicional. Já a Gol, por sua vez, cancelou seis voos previstos para esta terça-feira com destino ou partindo da Argentina e informou que está entrando em contato com os passageiros para reacomodá-los em outros voos a partir desta quarta-feira.

A convocação para a greve nacional na Argentina foi feita por vários sindicatos, incluindo o de pilotos e comissários de bordo, que exigem a eliminação de um imposto que afeta os salários. O governo argentino, por sua vez, afirma que a greve tem objetivos políticos, já que o país está em um ano eleitoral.

O ministro do Interior e Transporte, Florencio Randazzo, assegurou que a medida de força está "absolutamente fora de lugar" e lamentou que a mesma esteja sendo convocada por "grupos que foram privilegiados nos últimos anos pelas políticas do governo nacional". A greve também paralisará o funcionamento dos trens, dos ônibus e do metrô, entre outros serviços de transporte de curta, média e longa distância.

A última greve geral enfrentada pelo governo de Cristina Kirchner foi em agosto do ano passado, quando sindicatos opositores, com apoio dos movimentos de esquerda e de setores rurais, organizaram uma paralisação de 36 horas em rejeição às políticas do governo.

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