Adiado júri popular de acusados de lançar vaso sanitário em torcedor

Advogado de um dos três acusados renunciou a função

Por O Dia

Recife - A renúncia do advogado de um dos três acusados de arremessar um vaso sanitário que atingiu e matou o torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, em maio de 2014, obrigou o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) a adiar para 2 de setembro o júri popular que começaria nesta terça-feira, em Recife (PE).

Segundo o tribunal, com a desistência do advogado de Waldir Pessoa Firmo de defendê-lo, o réu tem até o dia 22 para constituir um novo defensor. Waldir Pessoa, Luiz Cabral de Araújo e Everton Filipe Santiago Santana são acusados de homicídio consumado e três tentativas de homicídio duplamente qualificado.

O crime ocorreu no dia 2 de maio de 2014, após um jogo entre Santa Cruz e Paraná, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Silva, que torcia para o Sport, foi ao estádio apenas prestigiar a partida e passava próximo ao Portão Seis, destinado à torcida visitante, quando foi atingido por um dos vasos sanitários arremessados por Firmo, Araújo e Santana. Outras três pessoas foram atingidas e se feriram pelos estilhaços de louça.

O episódio teve repercussão nacional e internacional. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) chegou a determinar a interdição do Estádio do Arruda, enquanto o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJF) decretou que, como punição, o Santa Cruz jogasse as duas partidas seguintes com os portões fechados. O clube anunciou que vai recorrer da decisão. À época do crima, a presidenta Dilma Rousseff defendeu a instalação de delegacias especializadas nos estádios de futebol.

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