Justiça nega habeas corpus preventivo que pedia que Lula não fosse preso

Habeas corpus foi ajuizado pelo consultor Maurício Ramos Thomaz, que diz que Lula estaria na iminência de ser preso

Por O Dia

Brasília - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável por julgar processos da Operação Lava Jato, negou o habeas corpus preventivo que pedia que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fosse preso. O habeas corpus foi ajuizado pelo consultor Maurício Ramos Thomaz, de Campinas (SP). Conforme o autor, Lula estaria na iminência de ser preso preventivamente, o que seria, conforme a petição, “coação ilegal”.

Justiça nega habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente LulaSandro Vox / Agência O Dia

Segundo o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, “não existe qualquer fundamento legal para a pretensão” e o "autor popular não traz qualquer informação concreta sobre aquilo que imagina ser uma ameaça ao direito de ir e vir do paciente”.

Gebran frisou que o autor usou em sua petição notícias de jornais, revistas e portais de informação, que “não servem como fundamento” e declarou que a petição será enviada ao Ministério Público Federal “para adoção de providências cabíveis”, tendo em vista que o autor usou linguagem “imprópria, vulgar e chula, inclusive ofendendo a honra de várias pessoas nominadas na inicial”.

Thomaz refere-se ao juiz Sérgio Moro com expressões como “hitleriano”, definindo o magistrado como “moralmente deficiente”. Refere ainda que Moro teria “fraudado a sentença de Nestor Cerveró”.

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