Por adriano.araujo

Rio - Citado anotações encontradas no celular apreendido do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), disse não estar preocupado com o teor das informações, divulgadas pela Polícia Federal e que fazem parte das investigações da operação Lava Jato.

"Sou uma pessoa pública, qualquer um pode citar que vai me procurar, vai falar comigo, isso é normal. Deve ter uns 500 mil. Vejo isso com a maior tranquilidade", disse Cunha, durante o velório do ex-prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde.

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Eduardo Cunha%2C presidente da Câmara dos Deputados%2C e o prefeito do Rio%2C Eduardo Paes%2C estiveram presentes no velório de Luiz Paulo CondeDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Criticado pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), por conta do seu rompimento com Dilma, o deputado federal se recusou a criticar as palavras do companheiro de partido, mas disse parecer natural o político querer "manter o vínculo" com o governo federal.

"Não vou comentar as críticas dele. Vou ver o que ele falou e em que contexto e responderei. O que não tem condição é achar que o PMDB vai ficar no governo até o ultimo dia antes das eleições e depois sair com candidatura própria e criticar o governo do qual fez parte. Já fiz minha pregação política, minha militância partidária antes. Pezão passa por dificuldades aqui no estado, é natural que queira manter o vínculo", falou.

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