Eduardo Cunha ataca de novo

Acordo entre presidente da Câmara e oposição excluiu o PT do comando de duas CPIs

Por O Dia

Brasília - Pouco mais de duas semanas depois de romper com o governo, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a atacar. Ele acertou com a oposição e com parte da base de Dilma Rousseff a exclusão do PT dos postos de comando das duas CPIs que têm grande potencial de desgaste para o Palácio do Planalto: as que vão investigar supostas irregularidades no BNDES e nos fundos de pensão.

Depois de se reunir com a oposição, Cunha dá presidência da CPI dos Fundos de Pensão para o DEMReprodução Internet

A comissão de inquério que vai investigar os fundos será presidida pelo deputado de oposição Efraim Filho (DEM-PB) e terá como relator o peemedebista aliado de Cunha, Sérgio Souza (PR). Já a CPI do BNDES será presidida pelo deputado Marcos Rotta (PMDB-AM) e relatada Márcio Alvino, do PR de São Paulo. Pelo acerto, os tucanos ficarão com a presidência da CPI dos crimes cibernéticos.

Adversário declarado do governo, Cunha afirma haver uma dobradinha sigilosa entre o Planalto e o Ministério Público Federal para incriminá-lo na Operação Lava Jato. Ele é apontado por dois delatores da Lava Jato como destinatário de propina do esquema de corrupção na Petrobras. Seu nome aparece também em requerimentos que, segundo esses delatores, foram usados na Câmara para achacar fornecedores da estatal.

O acordo para excluir o PT do comando das CPIs foi fechado na segunda-feira à noite, em reunião na residência de Cunha com os líderes da oposição e parte dos líderes da base aliada. Não participaram líderes do PT e do PC do B.

Cunha recebeu na residência primeiro líderes e vice-líderes de partidos de oposição. Em seguida, depois que saíram do jantar oferecido pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, parte dos líderes da base aliada também foi para a residência oficial da Câmara. Segundo deputados que foram ao encontro, estavam presentes vários líderes da base aliada, entre eles os do PMDB, do PP, do PR, do PSD, que endossaram a posição de excluir o PT dos cargos de comando das quatro CPIs. No encontro, o clima foi de reclamação em relação ao governo e à presidenta.

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