Sucesso nas finanças: Rendimentos da poupança em alta

'Ouvi dizer que o Copom subiu os juros e mexeu no rendimento da poupança. O que isso significa?'

Por O Dia

Rio - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central subiu a taxa básica de juros (Selic) de 8,5% para 9% ao ano no mês passado, o que já era esperado pelo mercado. A expectativa é de que nas próximas duas reuniões novos ajustes para cima ocorram, podendo a taxa chegar a 9,75% ao ano. Com aumento da Selic, a caderneta de poupança ainda supera a maioria dos fundos de renda fixa com taxa de administração acima de 0,5%.

Por Jair Abreu Júnior

PERGUNTA E RESPOSTA

“Ouvi dizer que o Copom subiu os juros e mexeu no rendimento da poupança. O que isso significa?”

Juliana, Quintino

O acréscimo da Selic, a taxa usada pelo Banco Central para controlar o consumo e a inflação, torna a poupança mais atrativa para um grande número de aplicadores. O novo acréscimo dos juros faz a caderneta render conforme a regra antiga, de 6,17% ao ano, mais Taxa Referencial (TR).

Com captação recorde de R$ 37,6 bilhões em 2013, a caderneta de poupança só é menos interessante para quem tem mais de R$ 25 mil investidos. Cabe destacar que outros investimentos dificilmente conseguiriam taxas que superassem esse rendimento. Além disso, em grande parte dos casos há incidência de Imposto de Renda. A poupança continua como boa escolha, principalmente para investidores de classe média, pois em momentos de incertezas com relação à taxa de juros é bem mais adequada.

Este foi o quarto aumento consecutivo da taxa Selic desde o início do ano. Há a expectativa de que essa decisão contribua para induzir a inflação a um declínio e, dessa forma, mantê-la no próximo ano.

Com o aumento da taxa Selic para 9%, a caderneta de poupança teve um rendimento líquido de 0,48% em agosto. Com a alta dos juros, ela perde competitividade para os fundos de investimento (DI) com taxa de administração abaixo de 1%.

O custo médio destes fundos gira em torno de 3%, e nunca é menor que 1% ao ano para aplicações com menos de R$ 25 mil, segundo informações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Apenas 4% dos investidores da poupança possuem valores superiores a este, e só para eles os fundos DI seriam mais vantajosos.

Jair Abreu Júnior é coordenador em Gestão Financeira da Universidade Estácio de Sá.

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