Por bferreira
Rio - Até meados de 2015, o município de São Gonçalo ganhará um terminal pesqueiro e fábrica de beneficiamento de pescado. O processo de desapropriação do terreno de 100 mil metros quadrados está sendo avaliado pela Casa Civil do governo do Estado, que investirá R$5 milhões. Em cinco anos, o bairro de Itaoca será a sede da Cidade da Pesca, empreendimento de 600 mil metros quadrados voltado para o segmento e que irá gerar 10 mil empregos diretos e indiretos na região.
Ministério da Pesca lançou a Semana do Peixe para aumentar o consumo per capita em todo o paísAgência O Dia

“O estado acaba de fechar uma parceria com o grupo espanhol Jealsa Rianxeira, um dos maiores do mundo, para instalar ali a sua fábrica de processamento de pescados, por meio da sua filiada Crusoe Foods”, comemora o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca do Rio, Felipe Peixoto.

PÍER DA PETROBRAS
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A concretização do condomínio industrial, com a instalação de empresas do setor pesqueiro, está sendo possível graças ao investimento da Petrobras, de R$ 200 milhões, que promove a dragagem do local e também instalará um píer na praia da Bica para atender ao Comperj. A urbanização e a recuperação da estrada até a BR 101 ficará por conta do Estado.
“Só a Crusoe vai gerar 1.500 empregos e processar cerca de 200 toneladas de sardinha por dia. Com a Cidade da Pesca buscamos garantir ao Rio uma área reservada à atividade, com uso e ocupação de forma sustentável. Sem dúvida, um projeto que vai impulsionar a atividade econômica fluminense, terceiro estado em produção de pescado”, explicou o secretário.
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Aumenta o consumo de peixe no país
O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição em produção de pescado, ficando atrás de Santa Catarina e do Pará. Com a Cidade da Pesca, o Governo do Estado espera aumentar a produção, além de requalificar a atividade pesqueira fluminense. De acordo com o Ministério da Pesca, atualmente se consome muito mais pescado no país do que em anos anteriores.
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Segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, a média por habitante ano no Brasil alcançou 11,17 quilos em 2011, 14,5% a mais do que em relação ao ano anterior. Já entre 2009 e 2010 o ritmo de crescimento da demanda foi de 7,9%. Em dois anos (2010 e 2011) o crescimento da demanda por peixes e frutos do mar aumentou em média 23,7%.
“Nos últimos anos a condição de vida dos brasileiros melhorou, a moeda readquiriu o poder de compra e a população passou a procurar por alimentos mais saudáveis para consumo, sendo o pescado uma excelente opção”, avalia o secretário de Infraestrutura e Fomento do Ministério da Pesca, Eloy de Sousa Araújo.
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Para o executivo, os brasileiros já estão próximos de consumir pescado na média mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde, de 12 quilos por habitante/ano.
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