Mantega, o ministro há mais tempo no cargo

Em meio a uma crise de confiança na economia, ele completou 8 anos como o ‘czar’ da Fazenda

Por O Dia

Brasília -  O ministro da Fazenda, Guido Mantega, completou ontem oito anos ininterruptos no cargo e se torna o titular da pasta que mais tempo ficou na função. Ele tomou posse no dia 27 de março de 2006, em substituição a Antonio Palocci que deixou o cargo após a denúncia de ser um dos interessados na quebra e divulgação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa.

Guido Mantega desmente corte de R%24 30 bilhões no Orçamento de 2014Agência Brasil

Mantega superou Pedro Malan em permanência no posto após a ditadura militar, e deve se manter no posto pelo menos até o fim do mandato de Dilma Rousseff, em dezembro, conforme indicações da própria presidenta da República. Antes, na era Vargas, o gaúcho Arthur de Souza Costa é considerado o ministro que mais ficou no cargo, entre 24 de julho de 1934 e 29 de outubro de 1945 (11 nos).

Ao assumir, Mantega, que deixava o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), defendeu a redução da taxa básica de juros diante das condições da economia à época e assegurou manter a política econômica com aperto fiscal perseguindo a meta de baixar a inflação. “Minha preocupação é fazer uma boa gestão, mantendo os fundamentos da economia sólidos para assegurar o crescimento, visando ao ano de 2006”, disse na ocasião. O ministro destacou ainda, durante a posse, que os sinais que vinham sendo obtidos desde o princípio daquele ano asseguravam que o país caminhava para o crescimento sustentável.

Assessor econômico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 1993 a 2002 e um dos coordenadores do programa econômico do PT na campanha de 2002, Mantega foi também ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão entre janeiro de 2003 e novembro de 2004 e presidiu o BNDES, cargo que exerceu até março de 2006, quando assumiu a Fazenda.

Para este ano, economia deve crescer apenas 2%

A economia brasileira deve crescer apenas 2%, este ano, reduzindo o ritmo em relação a 2013. A projeção foi divulgada ontem pelo Banco Central (BC). No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 2,3%. Conforme o BC, o crescimento para a produção da indústria em 2014 é de 1,5%, ante 1,3% registrado em 2013. A evolução do setor de serviços em 2014 foi projetado em 2,2% (contra 2% medidos em 2013). A produção agropecuária também deve crescer menos este ano: 3,5%, ante 7% observados em 2013.

Já inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 6,1%, este ano, 0,5 ponto percentual acima do previsto pelo BC em dezembro. Em 2015, a inflação deve recuar e encerrar o período em 5,5%.

Para essas estimativas, o BC levou em consideração informações disponíveis até o dia 14 de março, considerando o dólar a R$2,35 e a taxa básica de juros, Selic, em 10,75%.

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