Petrobras oferece mais de 17 mil bolsas de estudos

Apoio financeiro é para alunos dos níveis técnico e superior, mestrado e doutorado. Meta é reduzir evasão escolar e aumentar qualificação no setor de petróleo e gás

Por O Dia

Rio - A Petrobras concederá 17.963 bolsas para estudantes, coordenadores e pesquisadores brasileiros, por meio do Programa Petrobras de Formação de Recursos Humanos (PFRH), até 2021. O apoio financeiro é para alunos de cursos dos níveis técnico e superior, mestrado e doutorado de 30 universidades e 14 institutos federais de Educação em todo o país. No Rio de Janeiro, 154 universitários vão receber R$ 600 este ano.

O programa tem como principais objetivos reduzir o índice de evasão escolar e aumentar o número de profissionais altamente qualificados para o setor de petróleo, gás e energia.

No Rio%2C 154 universitários vão receber R%24 600 este ano. Ainda não há previsão para bolsas de nível médioDivulgação / Agência Petrobras

“Para dar conta dos investimentos previstos pela Petrobras em seu Plano de Negócios e Gestão, é fundamental investir em capacitação de pessoas, e o programa, junto a outras iniciativas da estatal e do governo, vem atingindo seus objetivos, fomentando a formação de profissionais qualificados para o setor de óleo, gás, energia e biocombustíveis”, ressalta Antônio Sérgio Oliveira Santana, gerente executivo de Recursos Humanos da Petrobras.

Cinco universidades no Rio são conveniadas ao programa. Quatro públicas e uma privada. São elas: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos dos Goytacazes, e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), além da PUC-Rio. A seleção é feita pelas instituições parceiras para desenvolver profissionais que, no futuro, podem atuar na companhia ou em sua cadeia de fornecedores.

Outros valores das bolsas são de R$ 350 para nível técnico, R$ 1.640 para mestrado e R$ 2.227,90 para doutorado, antes da qualificação Doutorado I, e de R$2.819,10 para depois da qualificação Doutorado II. O benefício também é pago para coordenadores e subcoordenadores, no valor de R$ 2.800, e para os pesquisadores visitantes, no valor de R$ 6.136.

Além de bolsas, as instituições conveniadas viabilizam assinaturas de periódicos, participações em congressos, aquisição de equipamentos e programas de computador, entre outras ações. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é parceira do programa.

Há carência de engenheiros, geólogos e geofísicos

Segundo o gerente-executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Antônio Santana, diversos estudos de mercado apontam uma carência de profissionais qualificados na indústria de óleo e gás. Entre os cursos de nível superior destacam-se engenheiros navais, de petróleo, geólogos e geofísicos.

“A inovação e o desenvolvimento tecnológico só acontecem por conta das pessoas, e este é o desafio que está colocado para a Petrobras, a ANP, as universidades e os institutos federais de educação: formar mais geólogos, mais engenheiros e mais técnicos em todo o país”, diz Santana.

A Petrobras investirá R$ 324 milhões no PFRH que foi criado em 2010. “Não há uma meta de profissionais formados, mas o programa a Petrobras busca fomentar a mão de obra para toda a cadeia do mercado de petróleo, gás e biocombustíveis”, explica o gerente executivo de RH da Petrobras.

Necessidade de formados no Nível Médio

Gerente da Petrobras, Antônio Santana diz que para cargos de nível médio é apontada a necessidade de formação de profissionais para quase todas as carreiras do setor de óleo e gás. “A Petrobras, no entanto, não tem tido dificuldade de admitir empregados, e as vagas têm sido preenchidas nas últimas seleções públicas.”


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