Bolsa dos EUA tem maior ganho diário dos últimos quatro anos

Enfraquecimento da economia da China e expectativa de manutenção de juros impulsionaram negócios

Por O Dia

Nova York - O mercado acionário dos Estados Unidos teve o maior ganho diário em quatro anos nesta quarta-feira, conforme receios sobre a economia da China abriam espaço para investidores em busca de barganhas, animados pelas expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, pode não elevar juros no próximo mês.

O índice Dow Jones subiu 3,95%, a 16.285 pontos. O S&P 500 ganhou 3,9%, a 1.940 pontos. O Nasdaq avançou 4,24%, a 4.697 pontos.

Num sinal de que a economia enfraquecida da China e a queda nos mercados financeiros globais poderiam afetar a política monetária nos EUA, o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, disse que a perspectiva de alta de juros em setembro parecia "menos convincente" do que há duas semanas.

Os dez principais índices setoriais do S&P 500 subiram, liderados por um salto de 5,3% no índice de tecnologia, seu maior ganho diário desde 2009.

Um forte rali na terça-feira evaporou nos minutos finais de negócios e o mercado fechou em queda.

"Muitas pessoas estavam antecipando que na última meia hora do dia iria virar e cair e isso não aconteceu", disse o operador da U.S. Global Investors Michael Matousek. "Você conseguia ver as compras acelerando no meio do dia e as pessoas dizendo 'eu estou errado', e começando a cobrir suas posições".

Um dado divulgado mais cedo pareceu fortalecer o caso de um aumento da taxa de juros em setembro. Os pedidos de bens duráveis subiram 2% em julho, ante estimativa de analistas de queda de 4%. O chamado núcleo de bens duráveis, uma referência para investimentos empresariais, subiu 2,2%, registrando o maior ganho em 13 meses.

No Brasil, o dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira, após três pregões seguidos de alta, mas continuou no patamar de R$ 3,60, após a comissão mista no Congresso Nacional aprovar a elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), aumentando a expectativa de maior necessidade de proteção cambial pelo bancos, o que desencadearia mais venda da divisa norte-americana.

A moeda norte-americana caiu 0,19%, a R$ 3,6014. Na máxima da sessão, o dólar chegou a subir 1,33% na máxima da sessão, a R$3,6563, maior patamar intradia desde 14 de fevereiro de 2003 (R$ 3,6700).

Com informações da Reuters

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