Nos tempos de hoje, não há nada mais anacrônico do que essa carta de Temer

O vice-presidente talvez não saiba, mas o WhatsApp, por exemplo, é uma ferramenta fácil de usar e muito barata

Por O Dia

Rio - Em tempos de e-mail e outros tantos recursos eletrônicos, nada mais anacrônico (que me perdoem a rima) do que uma carta como essa tão lacrimejante que o vice-presidente, Michel Temer, enviou para a Dilma. Temer talvez não saiba, mas o WhatsApp, por exemplo, é uma ferramenta facílima de usar e muito barata — tanto que já está sendo apontada como um dos responsáveis pela queda nas vendas de celulares no país.

A gente nem percebe esses efeitos, mas é verdade. Desde maio, o mercado brasileiro já perdeu dez milhões de linhas de celulares, ficando em 274 milhões. E a popularização de aplicativos como o WhatsApp tem culpa nesse cartório, embora seja difícil dizer qual sua participação nesse prejuízo. Ao menos foi o que disse o diretor de Varejo da operadora Oi, Bernardo Winik, ao G. com: “O crescimento do uso do WhatsApp e aplicativos semelhantes tem alguma influência na redução das linhas, mas independente do serviço de voz nesses apps”.

E há outra vantagem no uso de serviços como o WhatsApp sobre as cartas em papel, que podem ser xerocadas com facilidade: se a sua mensagem parar na internet, você rapidamente identifica quem foi o culpado pelo seu vazamento. É surpreendente. Só não é muito útil, claro, quando o principal propósito da mensagem é exatamente provocar confusão.

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UBER

Sabe quanto está valendo o Uber? Nada menos que US$ 62,5 bilhões, bem mais que a velha General Motors (US$ 55,6 bilhões). Por mais que esteja provocando discussões e barbaridades cometidas por taxistas comuns, a empresa está ficando cada vez mais forte. E tudo indica que vai lançar papéis na bolsa de valores americana ainda no primeiro semestre de 2016. Pelo jeito, a briga ainda vai durar muito.

INTERNET É PARA TODOS. OU QUASE

Levantamento do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) divulgado ontem mostra que 78% das escolas públicas das áreas urbanas do Brasil têm acesso à internet. Pelo jeito, o Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE) tem dado certo. Mas ainda há muito a ser feito. Ainda segundo a pesquisa, cerca de 4,5 milhões de alunos ainda não contam com a rede no seu dia a dia. Bom... A verdade é que, quando as escolas públicas têm energia elétrica, já é um luxo.

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Muito interessante a experiência do Rômulo Cabrera, de 25 anos, estudante de jornalismo de São Paulo. Ele ficou quase cinco meses sem se conectar à internet. Já pensou? Diz que aprendeu muito. Depois desse tempo todo, reuniu amigos para vê-lo acessar a rede novamente. Resultado: ficou nove horas seguidas ligado à velha e boa web. Essa espécie de desintoxicação rendeu o livro “146 dias sem ela”.

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NOTAS

BRIGA DE FOICE
Eis uma dica de leitura do nosso Thiago Antunes, que entende tudo de games: “A guerra dos consoles” (Blake J. Harris, Ed Intrínseca). O livro mostra a batalha entre gigantes do ramo, a Sega e a Nintendo, nos anos 90, num duelo tipo. Davi e Golias. Leitura eletrizante.

BOLA DENTRO I
O Facebook está estendendo para quatro meses a licença remunerada concedida para os novos papais, tanto de recém-nascidos como de filhos adotados. O que isso tem a ver com tecnologia? Simples: quando você deixa seu funcionário feliz, ele faz de tudo para a empresa crescer. Tomara que a moda pegue.

BOLA DENTRO II
A empresa de e-commerce Zappos, que faz parte da Amazon, distribuiu 1.900 pacotes de presentes para seus clientes mais fieis da cidade Hanover, nos EUA. Tomara que a moda pegue.

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