Enem 2015 teve menor índice de abstenção desde 2009, diz Mercadante

Ministro da Educação avaliou a aplicação das provas como um trabalho exitoso

Por O Dia

Rio - O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) feito este ano registrou o menor índice de abstenção desde 2009: 25,5%. A informação foi divulgada neste domingo pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Na edição do ano passado, o índice foi 28,9%.

Tema de redação do Enem causa polêmica na Internet

GALERIA: Primeiro dia de Enem no Rio de Janeiro

Mercadante considerou a aplicação das provas como um trabalho exitosoElza Fiúza / ABr

"Temos conseguido reduzir as abstenções progressivamente", disse Mercadante durante coletiva de imprensa. O ministro reforçou que os estudantes que conseguiram isenção da taxa de inscrição este ano, mas não justificaram ausência na prova só farão o Enem em 2016 mediante pagamento.

Ainda durante a coletiva, Mercadante avaliou a aplicação das provas em 2015 como um trabalho exitoso. "Tivemos um excelente exame, apesar do tamanho extraordinário que tem o Enem", disse. "Tivemos todas as premissas que asseguram que os candidatos possam fazer a sua prova em condições adequadas”.

Violência contra a mulher é tema da redação do Enem 2015

Mais de 7 milhões de estudantes fazem segundo dia de provas do Enem

Candidatos aprovam tema da redação e avaliam matemática como prova mais difícil

O "bicho-papão" da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano foi a matemática. A redação que, nesta edição, teve como tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, agradou e tranquilizou o segundo dia de provas para grande parte dos candidatos.

A candidata Raquel Xavier elogiou o tema da redação%2C mas disse que o dia de prova foi mais cansativoJosé Cruz / Agencia Brasil

Raquel Xavier, 20 anos, que quer cursar Turismo na Universidade de Brasília (UnB), disse que o dia de prova hoje foi “mais cansativo”, mas disse estar confiante no resultado e acha que será suficiente para ingressar na faculdade. “O que mais pegou foi matemática, mais do que a redação que teve um tema bem atual. Acho que vai dar para entrar”, disse.

“Matemática foi o mais complicado por questões de matérias mais antigas. Para quem terminou o ensino médio há mais tempo, como eu, isto complica. Mas fiz uma boa prova”, avaliou Renan Henrique de Souza Sena, 22 anos.

Com ar de decepção, Renata Bittencourt Ponte, 20 anos, acabou sendo vítima do nervosismo. Ela se dedicou às questões de matemática e perdeu a noção de tempo para as outras provas. “Perdi muito tempo na prova de matemática e, sem querer, não olhei para cima [cronômetro atualizado pelos fiscais de prova nas salas] para ver o tempo que ainda tinha. Como a moça falou que a gente já podia sair com a prova [tempo mínimo definido para os candidatos possam levar as questões para casa] minha impressão é que faltavam só duas horas para acabar. Acabei fazendo rápido e quando entreguei vi que ainda dava tempo de fazer com calma”, lamentou.

Renata está no segundo ano de curso preparatório para o vestibular e quer estudar Medicina. Segundo ela, as universidades que lideram sua lista são particulares e não seriam beneficiadas pelo Enem. Ainda assim, não esconde a frustração. “A sensação é que tive um semestre desperdiçado por causa de falta de atenção”, disse.

Enquanto muitos candidatos redobram a atenção para as notas do exame deste ano, Rafael Ferreira Martins, 16 anos, que ainda está cursando o segundo ano do ensino médio, fez o Enem apenas como um teste. E a sensação do estudante, que é campeão de robótica e pretende ingressar em uma faculdade de Astronomia, é que a prova ficou abaixo da expectativa. “Foi uma prova bastante tranquila, mas ineficiente para decidir se uma pessoa está ou não apta para entrar numa universidade. Não abrange os temas da sociedade brasileira no atual momento. É uma prova bastante superficial. A redação, sim. De uma forma super sisuda, ela apresentou um pouco do que a sociedade brasileira vem vivendo. Tirando a redação, a prova como um todo foi uma grande decepção”, avaliou

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a candidata Brenda Evangelista 22 anos, diz que citou um exemplo familiar na redação. Ela acredita que o tema escolhido pode ter efeito pedagógico para os estudantes. “Existem muitas pessoas ignorantes nesse assunto. E é bom ver o que está acontecendo hoje em dia para que o futuro melhore”.

O motorista de ônibus Albano de Viveiros, 53 anos, fez o Enem pela primeira vez e que cursar história, disse que a prova de matemática foi a mais complicada do dia. “Chutei tudo o que podia”, confessou.

Já para a estudante Carolina Jonas, 18 anos, a maior dificuldade foi a prova de português. “Era muito texto, muito grande, tem uma hora que você não consegue mais ler, sua cabeça vai se confundindo toda. Não é difícil, a prova é cansativa”, ponderou.

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