Brincar com plantas: risco para crianças

Estudo da Fiocruz constata presença em escolas do Rio de espécies tóxicas, que podem causar alergias e até asfixia

Por O Dia

Rio - Brincar com folhas ou flores pode fazer mal à saúde. Análise em 69 escolas municipais da cidade do Rio revelou a presença de ao menos uma espécie de planta tóxica em 80% dos estabelecimentos. O estudo, da Fiocruz, revelou que pouca gente conhece o poder nocivo destes vegetais, que podem causar de irritação até asfixia.

Dos 18 mil casos de intoxicação por plantas registrados entre 2000 e 2010 no Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas da Fiocruz, 63% foram em menores de 10 anos. Os dados estão no livro ‘Plantas Tóxicas: ao Alcance das Crianças’, lançado ontem.

“O maior problema é a falta de informação. As plantas estão em todo lugar, mas escolhemos a escola porque é onde as crianças passam mais tempo”, explica Rosany Bochner, uma das autoras do livro.

Segundo ela, outro objetivo da pesquisa foi motivar nos colégios ações educativas sobre os riscos das espécies. Nos estabelecimentos pesquisados, foram encontradas 23 espécies de plantas tóxicas. A maioria estava ao alcance das crianças.

Os relatos mais frequentes de intoxicação em crianças ocorreram devido à ingestão das plantas, mas o simples contato pode causar alergias. “É importante que a criança saiba identificar, também fora da escola, as plantas perigosas”, diz a especialista.

Segundo Rosely, a espirradeira, encontrada em nove colégios, é a espécie mais tóxica. Entre os efeitos estão transtornos visuais, dor de cabeça, edema pulmonar e até coma. Já a que causa mais intoxicação é a comigo-ninguém-pode, devido à faciliade de ser encontrada. “Não existe planta segura para brincadeiras”, alerta.

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