Suspeito dos ataques em Paris é mandado à prisão

Homem foi posto em prisão provisória por ser suspeito de tentativas de homicídio, segundo decidiu um juiz francês. Ele também é investigado pela acusação de ter feito um breve sequestro na capital francesa

Por O Dia

França - Abelhakim Dekhar, suspeito de ter feito vários ataques e um breve sequestro em Paris nos últimos dias, foi enviado à prisão na noite desta sexta-feira por ordem um juiz, informou neste sábado a promotoria. Dekhar foi posto em prisão provisória por ser suspeito de tentativas de homicídio, segundo decidiu um juiz após o pedido do promotor.

Detido na quarta-feira, dois dias após cometer os últimos crimes, Dekhar foi apresentado na sexta-feira à Justiça ao concluir o tempo máximo de detenção provisória que prevê a lei francesa. A promotoria anunciou a abertura de uma investigação sobre ele com as acusações de tentativas de homicídio em estado de reincidência e sequestro.

Segundo a imprensa francesa, Dekhar se negou a testemunhar aos investigadores durante os interrogatórios a que foi submetido até sexta-feira em um hospital de Paris, onde tinha sido internado após sua detenção, por se encontrar em estado de semi-inconsciência pelo consumo de tranquilizantes e soníferos. Assessorado por um advogado, o detido se acolheu a seu direito a manter silêncio e não respondeu às questões. Só falou com os psicólogos, que lhe perguntaram sobre sua tentativa de suicídio, segundo o canal "BFMTV".

Dekhar é o principal suspeito de ter ameaçado com um fuzil um jornalista na sede da "BFMTV" no dia 15 de novembro e de ter protagonizado dois ataques na segunda-feira seguinte. O primeiro foi na redação do jornal "Libération", onde um fotógrafo ficou gravemente ferido, e outro no banco Société Générale, no bairro financeiro de La Defense. Além disso, sobre ele pesa a acusação de sequestro porque obrigou, armado, um motorista a levá-lo até o centro de Paris, onde os investigadores perderam sua pista.

Na quarta-feira um amigo o denunciou quando o reconheceu nas imagens de câmeras de segurança divulgadas pela polícia. Dekhar foi achado em um carro estacionado em um estacionamento de uma cidade dos arredores de Paris, em estado de semi-inconsciência e com uma carta em que expressava suas últimas vontades. Antes, ele havia escrito outra a seu amigo, na qual atacava o sistema capitalista, os meios de comunicação e os bancos, que considerava cúmplices de um complô para instaurar o fascismo.

Dekhar, nascido em 1965, havia estado quatro anos preso nas prisões francesas por sua cumplicidade em 1994 com dois jovens anarquistas radicais que protagonizaram um tiroteio no qual morreram três policiais, um taxista e um dos malfeitores. Em sua saída da prisão, Dekhar se mudou para a Inglaterra, onde vivia nos últimos anos, embora passasse várias temporadas em Paris, onde ficava hospedado na casa do amigo que o denunciou.

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