UE se reunine na segunda-feira para abordar sanções à Rússia

Outras fontes comunitárias assinalaram que o Coreper se reunirá para adotar uma lista adicional de sanções dentro da segunda etapa de medidas

Por O Dia

Bruxelas - Os embaixadores dos 28 países que formam a União Europeia (UE) se reunirão na próxima segunda-feira em Bruxelas para abordar a imposição de novas sanções à Rússia por manter seu apoio às milícias sublevadas no leste da Ucrânia.

"Espero um encontro do Coreper (Comitê de Representantes Permanentes) nesta segunda-feira para fornecer mais clareza" após o acordo alcançado pelos países que integram o G7 para atuar urgentemente e intensificar as sanções à Rússia, disse neste sábado à Agência Efe a porta-voz das Relações Exteriores do Conselho da UE, Susanne Kiefer.

Bandeira russa é vista em tanque ucraniano tomado por milicianos na cidade de SlavianskReuters


Outras fontes comunitárias assinalaram que o Coreper se reunirá para "adotar uma lista adicional de sanções dentro da segunda etapa" de medidas empreendidas pelos 28 contra Moscou devido a sua atitude na crise ucraniana.

Concretamente, as medidas serão de tipo restritivo, como a proibição de viajar para território comunitário ou o congelamento de ativos, indicaram as fontes. "De acordo com o comunicado do G7 divulgado neste sábado, trabalharemos para ter tudo adotado antes do final do dia", asseguraram as citadas fontes.

Para isso, será necessário realizar o encontro de embaixadores e, posteriormente, iniciar um procedimento escrito para adotar a decisão do Conselho, dado que em princípio não espera-se que os ministros das Relações Exteriores se desloquem até Bruxelas, segundo confirmaram à Efe fontes comunitárias.

O G7 - integrado por Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão - anunciou neste sábado seu compromisso para "atuar urgentemente e intensificar as sanções e outras medidas que aumentem os custos das ações russas".

Deste modo, atuarão de forma coordenada, mas cada sócio decidirá as sanções que imporá a Moscou de maneira independente. Esta decisão chega depois que tanto Estados Unidos e União Europeia, como a própria Ucrânia, tenham reiterado publicamente em várias ocasiões que a Rússia não estava cumprindo o acordo selado em 17 de abril em Genebra para pôr fim à escalada de tensão.

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