Maior refinaria do Iraque é fechada e funcionários estrangeiros deixam local

Militantes do movimento sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) tomaram na semana passada a cidade de Mosul

Por O Dia

Iraque - A maior refinaria de petróleo do Iraque, em Baiji, foi fechada e seus funcionários estrangeiros foram retirados do local, disseram autoridades da refinaria nesta terça-feira, acrescentando que os empregados locais permanecem em seus postos e que os militares ainda controlam a instalação.

Militantes do movimento sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) tomaram na semana passada a cidade de Mosul, a segunda maior do país, e outros grupos armados sunitas avançaram em direção à cidade de Baiji e cercaram a refinaria.

A refinaria foi fechada à noite, disseram fontes.

Baiji é uma das três refinarias do Iraque e somente processa o petróleo extraído no norte do país. As outras duas estão localizadas em Bagdá e no sul, e estão firmemente sob o controle do governo e operando.

"Por causa dos recentes ataques de militantes com morteiros, a administração da refinaria decidiu remover os trabalhadores estrangeiros, para sua segurança, e também fechar completamente as unidades de produção para evitar grandes danos que poderiam ocorrer", disse um engenheiro-chefe da refinaria, sob a condição de anonimato.

Ele afirmou que há suficiente óleo diesel, gasolina e querosene para suprir por mais de um mês a demanda doméstica.

Obama diz ao Congresso que EUA enviarão até 275 militares ao Iraque

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse ao Congresso nesta segunda-feira que os Estados Unidos enviarão até 275 militares para dar suporte e segurança ao pessoal norte-americano e à embaixada do país em Bagdá, depois que militantes tomaram o norte do Iraque.

"Essas forças estão sendo enviadas com o objetivo de proteger os cidadãos e a propriedade dos EUA, se necessário, e estão equipadas para o combate", disse Obama em uma carta aos parlamentares.

"Essas forças permanecerão no Iraque até que a situação da segurança fique de tal modo que elas não sejam mais necessárias", disse o presidente.

Obama disse que estava notificando o Congresso sob a Resolução dos Poderes de Guerra.

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