Spice: 'Maconha sintética' que pode ser 100 vezes mais forte causa internações

Estudantes britânicos foram hospitalizados em estado grave

Por O Dia

Inglaterra - Spice é o nome comum usado para as substâncias da crescente onda de maconha sintética. Feitas em laboratório para ter um estrutura similar com o THC, princípio ativo da erva, esta versão pode ser até 100 vezes mais forte, segundo especialistas. O caso ganhou destaque novamente após deixar universitários internados em estado grave na última semana, em Lancaster, na Inglaterra.

Cinco estudantes da Universidade de Lancaster foram hospitalizados, dois deles em estado crítico, após consumo da droga spice, segundo o jornal britânico The Guardian. Drogas do tipo possuem componentes pouco conhecidos até agora, podendo provocar reações imprevisíveis, segundo estudiosos.

Também chamada de K2, a droga é cada vez mais popular, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Seu consumo assusta autoridades, que já proibiram a substância em diversos países europeus, com a Rússia, Alemanha e Suécia. 

Spice é totalmente diferente da maconha e pode causar overdose, segundo um dos criadores da dorga, em entrevista à Forbes. O pesquisador John W. Huffman contou que "não poderia imaginar que alguém usaria a droga para consumo".

Droga Spice usa o mesmo ativo da maconha%2C mas é extremamente perigosa%2C alertam especialistas Reprodução Internet

"Clinincamente eles (os usuários) não se parecem com alguém que fumou maconha e sim com alguém que conumiu anfetamina: ficam com raiva, suados e agitados", explicou o médico Lewis Nelson, da NYU, em entrevista à publicação norte-americana.

Como surgiu?

Originalmente, as substâncias que simulam o efeito da maconha, os canabinoides sintéticos, foram criadas para testes em animais há mais de 20 anos, nos Estados Unidos. Na ocasião, se observavam possíveis efeitos no cérebro.

Atualmente sua sua produção vem em maior parte da China, em forma de erva, que não necessariamente cheira como maconha quando consumida. Alguns exemplares já demonstraram provocar um efeito muito mais forte no cérebro do que a maconha, o que explica reações imprevisíveis como palpitações, crises de ansiedade e psicose aguda.

Em 2013, 81 nova substâncias psicoativas foram identificadas pela UE, 29 delas canabinoides sintéticos.

No Estado de Michigan, nos Estado Unidos, uma pesquisa revelou que a droga é a mais consumida por estudantes de ensino médio depois da maconha. O jovem Connor Reid, de 19 anos, entrou em coma e morreu após consumir a droga no país.

Segundo médicos da universidade de Lancaster a droga é extremamente imprevisível por misturar diversas substâncias. "Muitos químicos encontrados em canabinoides sintéticos são ilegais e não há como saber o que essas drogas continham quando fabricadas ou quão perigosas podem ser", informaram os cientistas do grupo de pesquisa.

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