Obama homenageia vítimas do atentado contra embaixada dos EUA

Em 1998, ataque terrorista matou cerca de 213 pessoas na capital do Quênia

Por O Dia

Quênia - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, homenageou neste sábado as vítimas do atentado da Al Qaeda contra a embaixada americana em Nairóbi em 1998, que matou 213 pessoas no pior ataque terrorista da história do Quênia.

Durante sua visita, a primeira de um presidente americano em atividade ao país, Obama colocou uma coroa de lírios brancos e uma fita azul e vermelha em frente ao monumento que lembra às vítimas, erguido em um parque da capital queniana.

Grupos de pessoas saudaram a caravana de Obama - sempre à distância e atrás de barreiras policiais - durante sua passagem pelas ruas vazias de Nairóbi no caminho ao Memorial Park. Centenas de cidadãos se reuniram nas imediações do parque antes mesmo da chegada do presidente, que no começo da manhã deste sábado tinha inaugurado a Cúpula Global de Empreendedores.

Obama colocou uma coroa de lírios brancos e uma fita azul e vermelha em frente ao monumento que lembra às vítimasReuters

No Memorial Park, os nomes das vítimas estão inscritos em uma parede de tijolo no centro de uma pequena praça, onde se instalaram algumas cadeiras para os poucos presentes ao ato, entre eles alguns sobreviventes.

Após colocar a coroa de flores, Obama deu um passo atrás, baixou a cabeça por um momento, suspirou profundamente e voltou a suspender o olhar para ler os nomes na parede, segundo fontes da Casa Branca.

No dia 7 de agosto de 1998 dois carros-bomba explodiram de forma sincronizada em frente às embaixadas americanas em Nairóbi e Dar es Salaam (Tanzânia). O atentado, atribuído à Al Qaeda, deixou 213 vítimas mortais na capital queniana e 12 na tanzaniana, com uma soma de mais de 4.000 feridos.

A viagem de Obama ao Quênia, país que já visitou em outras duas ocasiões, em sua adolescência e quando era senador, é a quarta que realiza como presidente à África. Nesta ocasião, também viajará à Etiópia, aonde chega amanhã, o que lhe transformará no presidente americano que mais visitou este continente durante seu mandato.

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