Editorial: Brasil derrota vergonha

De todos os indicadores de desenvolvimento de um país, a mortalidade infantil é a que expõe, da forma mais cruel, série de graves mazelas

Por O Dia

Rio - De todos os indicadores de desenvolvimento de um país, a mortalidade infantil é a que expõe, da forma mais cruel, série de graves mazelas. Felizmente, essa tétrica estatística já não assombra mais os brasileiros. O DIA detalha hoje os números mais recentes da saúde de recém-nascidos e de crianças. E quem atesta isso é a Organização das Nações Unidas, que fez questão de ressaltar o trabalho aqui desenvolvido para reduzir as mortes.

O avanço é esplêndido. No ano passado, contaram-se 13 crianças mortas até o primeiro ano de idade entre mil nascidas. Em 1990, num passado não tão longínquo assim, neste mesmo grupo de mil eram 52 mortes antes do 12º mês de vida. Um trabalho que merece todos os elogios, já que bateu e superou dois anos antes a meta do milênio da ONU para esse segmento.

O que está por trás dessa queda exemplar? Uma inequívoca e contextual melhora na saúde pública. Incluem-se aí as massivas campanhas de vacinação, um olhar mais atento para o pré-natal, a presença de médicos com infraestrutura e a redução da desnutrição — e o Bolsa Família tem inegável peso positivo neste fator. Garante a alimentação da família e faz circular dinheiro, levando desenvolvimento às regiões.

A queda da mortalidade infantil se soma a outro indicador importante: o aumento da expectativa de vida. Vive-se mais e melhor, com garantia de saúde para os pequenos. Hora, portanto, de partir para outra fase: a melhoria da Educação. Universalizá-la não é o bastante. É preciso assegurar a qualidade. Os royalties podem ajudar nessa cruzada.

Últimas de _legado_Opinião