Editorial: De novo, o terror da dengue

O verão, período mais propício à propagação, ainda não chegou, mas o Rio já se depara com velho inimigo, a dengue

Por O Dia

Rio - O verão, período mais propício à propagação, ainda não chegou, mas o Rio já se depara com velho inimigo, a dengue. Medidas de prevenção e combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, já mobilizam o poder público que apela também à população com a caçada aos focos dentro dos domicílios, como revelou série de reportagens de O DIA durante a semana.

A guerra ao mosquito, no entanto, lembra a máxima da política da troca da fechadura após a porta arrombada. Se é sabido que os ovos do mosquito sobrevivem mais de doze meses, por que não manter uma política permanente de combate o ano inteiro, em vez de só fazê-lo depois de a epidemia espalhar-se pelas regiões?

E os números por essa baixa da guarda ao Aedes são alarmantes. Em todo o estado, já foram registrados mais de 217 mil casos suspeitos de infestação. Acendem, mais uma vez, o sinal de alerta em alguns bairros que já sofrem com surto da doença. Não só no Rio. Já há 157 cidades brasileiras sob risco de epidemia de dengue.

O mal, que pode levar à morte em casos mais graves não diagnosticados em tempo hábil, atinge indivíduos de todas as classes sociais e de idade, e é séria ameaça à saúde pública. Portanto, merece atenção máxima dos governos e colaboração da população.

Para ajudar nessa luta, a União acena com mais um aporte de R$ 32 milhões ao Rio. Espera-se que as verbas sejam canalizadas exclusivamente a este propósito e que os métodos preventivos aconteçam o ano inteiro. Seja por parte do poder público, seja por todos nós, dentro de nossas casas.

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