Editorial: Arsenal não pode ficar sem controle

Mais importante que casar números, entretanto, é não desperdiçar esforços contra o banditismo

Por O Dia

Rio - Algo não está batendo no tocante ao controle das armas apreendidas no Estado do Rio. A Polícia Federal e a Polícia Civil não se entendem nas estatísticas do arsenal retirado das mãos do crime — ponto mais sensível na exaustiva guerra contra o tráfico e a milícia. Como O DIA mostrou ontem, é irrisório o volume declarado ao Sinarm, banco de dados nacional que, se adequadamente alimentado, ajudaria as secretarias de Segurança a rastrear pistolas, fuzis e afins.

A PF afirma que, de janeiro de 2012 a agosto do ano passado, das quase 22 mil armas apreendidas, cerca de 800 — nem 4% do total — foram para os relatórios do Sinarm. A Polícia Civil, porém, afirma que todas são cadastradas, num procedimento que leva uma semana. A conta, portanto, não fecha.

Mais importante que casar números, entretanto, é não desperdiçar esforços contra o banditismo. Como bem sabe o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a polícia não pode agir sozinha. Precisa de inteligência, informações, tecnologias — tudo o que estiver ao alcance. O Sinarm não necessariamente é uma tábua de salvação, mas pode fornecer dados de origem e localização capazes de dar pistas preciosas. E jogar fora essa ferramenta é retardar a vitória do Estado sobre o crime.

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