Editorial: Um triste diagnóstico do SUS

No papel, a garantia de atendimento a todos é modelo a ser seguido; no dia a dia, veem-se vias-crúcis

Por O Dia

Rio - Muito se fala do abismo verificado entre a concepção do Sistema Único de Saúde e o seu cotidiano. No papel, a garantia de atendimento a todos é modelo a ser seguido; no dia a dia, veem-se vias-crúcis como as que O DIA noticiou. Surgiu, semana passada, outro fato que ajuda a entender os problemas do SUS — igualmente mostrado pelo jornal.

Retomando: o prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, prometeu repassar a conta das consultas no concorrido Hospital da Posse de pacientes de fora aos municípios de origem deles.

A medida, que tem amparo legal, não só evidencia o desequilíbrio do sistema, no qual unidades mais bem equipadas acabam atraindo gente sem atendimento perto. A decisão de Bornier — sem fazer juízo de valor — também é uma ‘recobrança’, uma vez que impostos e que tais em tese seriam suficientes para atender toda a rede. Ao menos na teoria. Está claro que não é, mas o diagnóstico que surge da Posse é um bom começo para mudar e tornar o SUS mais justo.

Últimas de _legado_Opinião