Manifestantes fecham a Av. Rio Branco

Ativista jogou bomba em agência bancária e foi vaiado. Mais de 3 mil pessoas protestam contra o aumento na tarifa dos ônibus

Por O Dia

Rio - Mais de 3 mil manifestantes fecharam a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, na noite desta quinta-feira, no protesto contra o aumento da tarifa dos ônibus. As passagens subiram de R$ 2,75 para 2,95 no dia 1º de junho. 

Cerca de 5 mil pessoas participaram de manifestaçãoErnesto Carriço / Agência O Dia

Após meia hora de caminhada, uma bomba tipo 'cabeção de nego' atingiu uma agência bancária. A atitude causou reprovação entre os envolvidos, que vaiaram o autor.

Pessoas em prédios próximos produziram chuva de papel picado, além de levantar cartazes e colocá-los nas janelas em apoio aos manifestantes.

PM acompanhou protestoCarlo Wrede / Agência O Dia

Cerca de 100 PMs do 5º BPM (Praça da Harmonia) acompanham a manifestação e, segundo a corporação, homens do Batalhão de Choque estão de prontidão no local (BPCHq). 

O tráfego é lento em toda a extensão da Avenida Rio Branco e na pista lateral da Presidente Vargas, sentido Candelária, desde a Avenida Passos. Por volta das 17h, os manifestantes se concentraram na Praça da Candelária.

Em apoio à manifestação%2C pessoas em prédios próximos afixaram cartazes em janelasLeitor %40CaosnoRio

De acordo com a organização, pelo menos 5 mil pessoas estão agora na Cinelândia em frente ao Theatro Municipal. Já segundo a PM, 2 mil pessoas estiveram no local. 

Não há qualquer registro de confronto até o momento. Os manifestantes agora se dirigem em direção à Alerj.

Manifestantes fecharam a Avenida Rio BrancoReprodução

Já no local, ocorreu uma confusão de repente e um princípio de corre-corre. Um homem bem vestido apareceu com um corte na cabeça e imediatamente, cerca de 20 policiais o cercaram e levaram para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro,  informando que ele estava pichando muro.

Manifestantes se concentraram na CandeláriaCarlo Wrede / Agência O Dia

Os manifestantes o acusaram de ser policial infiltrado da P2, querendo tumultuar o movimento. O homem se identificou como Edson Santos. "Eu trabalho em um hospital, não sabia de manifestação nenhuma e fui atigindo por uma pedrada", disse ele.

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