Rocinha cobra planilhas e contratos entre prefeitura e empresas de ônibus

Documento pede cancelamento da licitação atual

Por O Dia

Rio - Os moradores da Favela Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu prepararam uma lista de reivindicações para entregar ao prefeito Eduardo Paes. Entre os pedidos do grupo já atendido pelo governador Sérgio cabral, pedindo a finalização do PAC 1 antes do início do PAC 2, está a divulgação das planilhas e contratos assinados entre a prefeitura e os empresários das linhas de ônibus que atendem a região.

Representantes da Rocinha e Vidigal comemoraram encontro com o governador Sérgio CabralJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Os representantes querem que o prefeito assuma publicamente "o apoio a CPI de Transportes e disponibilize imediatamente planilhas e contratos constituidos com empresários objetivando a investigação desses contratos". Ainda segundo o documento, eles pedem o "cancelamento da licitação atual, pois não vem atendendo a demanda dos moradores e abertura de uma nova, com participação dos moradores em sua elaboração".

As reivindicações são divididas em transporte, saúde, cultura, educação e saneamento, todas relacionadas a ações do município na comunidade, como manutenção na iluminação pública, reforma das creches, ampliação do programa de combate a tuberculose, estruturação de um programa cultural, ampliação da frota de ônibus, criação de coleta seletiva e espaços para mais compactadoras.

"Acreditamos que essas propostas sejam as mais urgentes, no entanto, é importante ressaltar
que os problemas em nossa comunidade não se restringem a esses", diz trecho do documento elaborado em assembleia na comunidade no dia 11 deste mês. "Exigimos que nossas reivindicações sejam atendidas. Para integrar a favela à cidade é preciso que prestação de serviços sejam levados a serio".

Princípio de agressão

A comissão de moradores se reuniu após o protesto do dia 25 de junho, quando manifestates das duas favelas seguiram pela Avenida Niemeyer até a rua onde mora o governador Sérgio Cabral. Eles foram chamados até o Palácio Guanabara, onde foram recebebidos pelo governador e criticaram a construção do teleférico programado para o PAC 2, além de exigirem a o término do PAC 1.

Antes do encontro com o governador, uma reunião para listar as reivindicações quase terminou em agressão física, segundo três moradores que estiveram no encontro. Algumas pessoas não queriam a presença de dois ex-integrantes da associação de moradores local. O impasse aumentou quando dois integrantes da comissão teriam dito que "o movimento é nosso, por isso nós escolheremos as pessoas que irão à reunião".

Segundo outro relato, o governador Sérgio Cabral ofereceu remuneração para alguns moradores teram a função de fiscalizar a obra, se limitando cumprir a determinação do projeto, o que tiraria de foco, seguno um morador, o obejtivo do grupo, mas a comissão não aceitou, decisão que teria afastado quem queria ganhar com a proposta de remuneração. "O que queremos é que o projeto seja discutido com toda a Rocinha", disse uma pessoa integrante da comissão.

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