Jornalista é agredido por policiais no Centro

PMs afirma que quem estiver no local poderá ser preso a qualquer momento

Por O Dia

Rio - A manifestação dos professores em frente à Câmara Municipal registrou outra cena de truculência por parte da Polícia Militar. Policiais militares do Batalhão de Choque chegaram ao local e, munidos de cassetetes e bombas de gás, detiveram diversos manifestantes que apoiam a greve da categoria. Os PMs declaram ainda que quem estiver no local poderá ser preso a qualquer momento.

Um jornalista do jornal Zona de Conflito, identificado apenas como Hojas, sofreu agressão dos PMs após tirar um celular do bolso e perguntar aos policiais para onde os detidos estavam sendo encaminhados. Ele acabou sendo colocado no camburão dos policiais.

Agências bancárias foram depredadas no entorno da Rua Araújo Porto Alegre. Ativistas acusam policiais do serviço reservado (P2) pelo quebra-quebra. Um ônibus de placa LQW-6878 furou o bloqueio dos ativistas e atropelou diversas pessoas. Mais cedo, uma viatura da PM fez o mesmo quando os presentes cercaram o veículo.

PMs atropelam manifestantes na Câmara Municipal

Mais cedo, uma viatura da Polícia Miltar atropelou, na noite desta segunda-feira, manifestantes que cercavam o veículo e pediam pela soltura de um jovem detido por usar máscara, durante protesto dos profissionais de educação em frente à Câmara Municipal. De forma truculenta, os PMs detiveram manifestantes, inclusive quem não usava máscaras, no entorno.

O jovem levado pelos policiais foi arrastado com um mata-leão por 150 metros. Ao lado do Teatro Municipal, outras cenas de selvageria aconteceram. Dois policiais, identificados apenas como Silvestre e E13, este pela nova vigência do código alfanumérico, agrediram um manifestante. O rapaz levou pisões no pé e sofreu fratura exposta. Outros ativistas socorreram a vítima, identificada apenas como Phillip, que foi levada por bombeiros para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.

Integrantes do movimento Black Block chegaram ao local por volta das 18h, em solidariedade ao movimento grevista dos profissionais de educação. O clima ficou tenso quando parte dos ativistas chegaram na altura da Senador Dantas e rodearam cinco PMs. Os policiais deixaram o círculo e foram até um ônibus da corporação que estava estacionado perto da Casa. Mais de 10 policiais saíram do veículo e começaram a promover as prisões.

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