CPI da Exploração Sexual ouve depoimentos sobre crianças desaparecidas no Rio

Promotora afirmou que acusado de crime 'é matador e pedófilo'

Por O Dia

Rio - A CPI da Exploração Sexual ouviu, na tarde desta terça, em Brasília, a promotora titular da 32ª Promotoria Criminal do Ministério Público do Rio, Márcia Colonese e a presidente do Portal Kids, Wal Ferrão, sobre o caso de algumas meninas desaparecidas no Rio, entre elas Larissa Gonçalves Dias, 11 anos. Larissa foi sequestrada no dia 31 de janeiro de 2008 de dentro de sua casa, na Barreira do Vasco, em São Cristóvão. O acusado teria se apresentado como um técnico de TV. Segundo testemunhas, ele carregou a menina com a TV e a colocou em um táxi.

A promotora disse à CPI que o acusado, Fernando Marinho de Melo, que foi condenado a quatro anos de cadeia, convertidos em prestação de serviços comunitários (pelo furto e pelo sequestro), presta serviços para a Marinha e “sai do navio para fazer as vítimas, conhece seus passos, estuda as vítimas para dar o bote certo”. Segundo a promotora, ele sabe a idade das vítimas e sabe que as mães não estão em casa. “Ele é matador, estuprador e pedófilo”, afirmou.

Relatora da CPI, a deputada federal Liliam Sá (PROS-RJ) disse que a CPI vai à direção da Polícia Federal pedir que assuma o caso de Larissa Gonçalves e que, este mês, fará diligência no Rio de Janeiro onde ouvirá mães de crianças desaparecidas que também têm como suspeito Fernando Marinho-cerca de 12 casos. Entre elas estão a mãe de Thaís de Lima Barros, 9 anos, sequestrada na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio. Ela estava com o primo de 6 anos, que identificou Fernando como o sequestrador. A CPI também se reunirá com o desembargador Paulo Rangel.

Liliam Sá vai apresentar requerimento para convocar o comandante do navio em que trabalha Fernando Marinho de Melo para depor na CPI. A CPI já aprovou a convocação de Fernando, mas a Polícia Federal ainda não o encontrou.

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