Sepultamento de mulher arrastada por PMs será na tarde desta segunda-feira

Cláudia Ferreira da Silva foi morta no domingo, durante tiroteiro no Morro da Congonha. Moradores do local prometem fazer um novo protesto

Por O Dia

Cláudia foi baleadaReprodução

Rio - O corpo de Cláudia Ferreira da Silva, morta durante tiroteio no Morro da Congonha, Madureira, na manhã de domingo, será sepultado nesta segunda-feira, às 13 horas, no cemitério de Irajá, Zona Norte do Rio. Após o enterro, moradores da Congonha, onde ela morava e onde foi baleada, prometem novas manifestações.

A Avenida Ministro Edgar Romero, em Madureira, foi interditada nos dois sentidos na noite deste domingo. Dois ônibus da viação Três Amigos - um seguindo na direção do bairro vizinho de Vaz Lobo, outro indo para Madureira - foram incendiados na rua por moradores do Morro da Congonha, em protesto contra a morte de Cláudia.

Os protestos duraram até por volta das 23h e uma viatura do 9º BPM (Rocha Miranda) chegou a ser incendiada. As chamas demoraram a ser contidas, já que os moradores teriam impedido os bombeiros, acionados para conter o fogo, de trabalhar.

PMs serão presos

O comando do 9º BPM determinou a prisão imediata e a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) contra os três policiais militares do batalhão que participaram do socorro a Cláudia, que morreu a caminho do Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

Dois ônibus foram incendiados em Madureira durante protestoOsvaldo Praddo / Agência O Dia

Segundo o comandante da unidade, tenente-coronel Wagner Moretzsohn, os policiais, dois subtenentes e um soldado, resgataram a vítima na Rua Joana Resende e a colocaram dentro do porta-malas da viatura. No caminho para o Carlos Chagas, o porta-malas se abriu e parte do corpo da moradora foi arrastado, causando mais ferimentos à vítima.

Uma perícia será feita na viatura pelo Centro de Criminalística da PM. O caso está sendo investigado pela 29ª DP (Madureira) e pela 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).

Em nota, o comando da Polícia Militar informou "que este tipo de conduta não condiz com um dos principais valores da corporação, que é a preservação da vida e dignidade humana".

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