Caso Cláudia: Prisão preventiva de PMs que participaram de tiroteio é decretada

Tenente e sargento participaram de confronto que terminou na morte de mulher em Madureira

Por O Dia

Cláudia: arrastada pelas ruasReprodução

Rio - Envolvidos no tiroteio que culminou na morte da auxiliar de serviços gerais Cláudia Ferreira da Silva, os policiais militares Rodrigo Medeiros Boaventura e Zaqueu de Jesus Pereira Bueno tiveram as prisões preventivas por tempo indeterminado decretadas. A decisão foi do juiz Murilo Kieling, da 3ª Vara Criminal, no dia 25, após receber o inquérito da 29ª DP (Madureira) sobre o caso.

No dia 16 de março, Cláudia foi baleada quando saía de casa, no Morro da Congonha, em Madureira, para comprar pão. Havia um confronto entre traficantes e policiais. Cláudia foi socorrida na caçamba da viatura, mas, no caminho para o hospital, a tampa da mala abriu e ela foi arrastada por cerca de 300 metros.

Três PMs que prestaram o socorro chegaram a ser presos por quatro dias, mas ganharam liberdade por decisão judicial. No entanto, eles estão proibidos de fazer trabalhos na rua e de ficar a menos de 300 metros do Morro da Congonha.

O tenente Boaventura e o sargento Zaqueu estão presos desde o dia 27. O primeiro comandou a operação na comunidade. A polícia ainda aguarda laudo da reconstituição do caso feita no local. “Fico feliz com essa notícia (prisão preventiva). Tenho que pensar no futuro dos meus filhos e lutar por justiça”, disse o viúvo Alexandre Fernandes, que afirmou ainda não ter tido coragem de se desfazer de nenhum pertence da mulher.

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