Adoráveis: Roedores cada vez mais conquistam legião de fãs

Nos últimos anos, espécies como o esquilo da Mongólia, a chinchila e o topolino (camundongo) vem conquistando uma um lugar cativo no sofá de casa

Por O Dia

Rio - Vilões nos desenhos animados ou associados a doenças, os pequenos roedores foram durante muito tempo excluídos da lista dos animais de estimação mais adorados. O máximo permitido pelos pais era um coelhinho, porquinho da índia e até um hamster. Nos últimos anos, porém, outras espécies como twister _ nome simpático da ratazana _ , gerbil, o esquilo da Mongólia, a chinchila e o topolino (camundongo) vem conquistando uma legião de fãs e um lugar cativo no sofá de casa. O Brasil possui 2,17 milhões de roedores de estimação.

Com pelo muito macio%2C a chinchila é curiosa e adora sair da gaiola para explorar o ambienteDivulgação

Criação mais barata

Para quem vive em pequenos apartamentos e procuram animais menores, os roedores são uma ótima companhia. Dóceis, curiosos e espertos, eles interagem bem com os donos, ao contrário do que se imagina. Outra grande vantagem é o baixo custo desses animais, que são bastante econômicos. Enquanto um cão de grande porte chega a custar R$ 307 por mês e gatos, R$ 84, a despesa com roedores é de R$ 25 no mesmo período, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Apaixonada por roedores desde criança, a professora de Educação Física Désirée Shalimah Abdula, 37 anos, já teve hamster, porquinho da índia, esquilo da Mongólia e por último, dois twister, espécie da família das ratazanas que chega a medir 30 centímetros. “São bichinhos muito dóceis, mas muito frágeis. Não vivem muito tempo. Se souber dar amor e carinho, vão retribuir, não importa se é uma cobra ou um rato”, diz Désirée. Ela lembra que por serem roedores, não devem ser deixados próximos a fios elétricos. “Dá trabalho, mas é gratificante tê-los por perto. As duas twister deitavam na minha barriga para ver filme e ainda comia a pipoca”, conta.

Os porquinhos da índia são bons companheiros para crianças, pois são menos ágeis e mansinhos. Já os twisters são os preferidos dos adolescentes, porque interagem, atendem pelo nome, são muito inteligentes e convivem bem com outros animais, como cães. “Os jovens curtem muito, mas as mães nem tanto”, diz o zootecnista Pierre Alonso.

O espaço em que costumam ficar deve ser limpo com frequência, pois eles fazem xixi para demarcar o território. “Há no mercado várias substâncias, como madeira de pinho, que absorve o odor e a umidade”, explica Alonso. Esses animais precisam de objetos, de madeira ou papel, para roer e assim conter o crescimento contínuo dos dentes.

Pelo brilhante e sem falhas

Antes de levar para casa seu novo companheiro, é importante observar o estado de saúde do animal. Bichinhos saudáveis demonstram agilidade e curiosidade em descobrir novos espaços. A pelagem deve ser brilhante e sem falhas pelo corpo. Existe rações especiais para roedores que podem ser complementadas com frutas secas e cereais. Em média, os bichanos vivem de 4 a 6 anos. A maioria das espécies, como a chinchila e o porquinhos da Índia, vivem em gaiolas. Já o gerbil é criado num terrário onde ele possa se entocar. Eles são diurnos e mais ativos quando os donos estão acordados.

Últimas de Rio De Janeiro