Futebol e batuque se misturam na Portela

Quatro mil lotam a quadra da escola em Oswaldo Cruz, sofrem e, no final, sambam com a vitória da Brasil

Por O Dia

Rio - Duas paixões nacionais estavam juntas neste sábado na quadra da Portela, na Rua Clara Nunes, em Oswaldo Cruz. Enquanto o futebol trazia angústia, nos intervalos o samba tratava de acalmar os ânimos exaltados dos quatro mil torcedores que sofreram em frente a um telão de LED em alta definição.

A empolgação era tanta que Dimas Ernesto, de 45 anos, passava mal se contorcendo na cadeira a cada lance. “Esse jogo está muito eletrizante, muito bom, está difícil, mas vamos vencer”, profetizava o resultado suado que acabou se concretizando. A paixão pelo Brasil foi tanta que muitos, como Mara Meier, 44, fizeram jejum pela Seleção. “Hoje nem almocei para estar aqui, mas isso nem importa. Vim torcer na minha escola”. Denilson Santana, 47, foi mais precavido: levou o almoço para a quadra. E foi com os amigos. “Trouxe o pessoal que treina comigo, são mais de 20 amigos”, disse.

Em Madureira%2C cerca de quatro mil vibraram com o jogo Brasil x Chile. No intervalo%2C samba para relaxarAlessandro Costa / Agência O Dia

Na escola de samba, Fred foi aplaudido de pé ao ser substituído por Jô, enquanto Hulk era motivo de suspiros e gritinhos, até errar o pênalti e ser xingado em uníssono. Cada defesa de Julio Cesar era mais comemorada do que os gols de David Luiz e Marcelo, mas não mais do que o decisivo de Neymar. Quando o atacante foi se preparar para marcar o futuro da Seleção, a multidão se alegrou instantaneamente quando viu que o destino estava nos pés do craque.

Alguns gritavam enquanto outros, em meio às cornetas e buzinas, pareciam dar conselhos ao jogador do Barcelona. Ao vencer a defesa do Chile, Neymar foi ovacionado. E tudo acabou em samba na azul e branca.

'Aqui todo mundo vai achar alegria e descontração'

Famílias inteiras, com crianças e bebês, se espalhavam pelo Portelão. A pequena Ester Tamami, de 10 meses, demonstrava felicidade no colo dos avós Elizete e Carlos Henrique Miranda. “Estamos aqui em todos os jogos, torcendo e animando nossa netinha”, disse Elizete.

Depois das partidas, sempre tem samba, e tudo com entrada gratuita. Serginho Procópio, presidente da Azul e Branca, garante que o local é muito tranquilo. “Aqui todo mundo vai achar muita alegria e descontração. Pode vir toda a família!”, convida ele.

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