Cliente de bar é investigado por agressão a universitária em Ipanema

Agentes da 14ª DP recolheram imagens de câmeras de segurança do bar. Gravação mostra suspeito deixando estabelecimento sem pagar a conta

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Um homem que não pagou a conta no Bar 20, em Ipanema, é investigado pela 14ª DP (Leblon) por suspeita de agressão à estudante de Psicologia e DJ Carla Ávila, de 30 anos. Como o blog ‘LGBT’ do Dia Online denunciou com exclusividade terça-feira, ela foi espancada, supostamente por um homofóbico, quando estava com a namorada, sexta-feira. Ontem, agentes da delegacia recolheram imagens de câmeras de segurança do bar.

Em análise preliminar, a gravação mostra Carla passando rapidamente. Em seguida, uma mulher, que estava no bar, vai para perto do local do crime. Pouco depois, um homem, que seria companheiro dela, também aparece nas gravações. O que chama a atenção da polícia é o fato de ele ter ido embora do bar sem pagar a conta.

Agentes da 14ª DP estiveram ontem no Bar 20%2C em Ipanema%2C onde a vítima estava com a namoradaDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Agora, as imagens deverão ser mostradas a Carla para saber se ele teve algum envolvimento no crime. Os policiais ainda vão convocar funcionários do Bar 20 para prestar depoimento. Ontem, investigadores pediram à CET-Rio imagens de câmera que ficam nas imediações da Av. Henrique Dumont.

“Estamos fazendo tudo que é possível para identificar o responsável. Agora, as pessoas que têm informações também podem colaborar denunciando”, afirmou a delegada da 14ª DP, Monique Vidal.
Por causas das agressões, a estudante está com vários hematomas no rosto, braços e mãos, e teve ruptura de tímpano. A namorada de Carla, Maria Fernanda Velloso, de 28, tentou impedir as agressões. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados vai acompanhar o caso. O pedido foi feito pelo deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ).

O caso será enviado à Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Pelas redes sociais, o casal pede informações para que o agressor seja identificado.

Colaborou Felipe Martins

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