Em vídeo, suspeito de envolvimento em morte de jovem acusa comparsa

Para delegado, vítima foi morta após se recusar a entrar em carro onde estava o trio

Por O Dia

Rio - Um vídeo divulgado pela Polícia Civil, nesta segunda-feira, mostra Márcio Rocha da Silva, 32 anos, um dos suspeitos de envolvimento na morte de Tayenne Rodrigues Pereira Abreu, 22 anos, afirmando que foi coagido por outros bandidos a entrar no carro que abordou a vítima, na madrugada do dia 1º deste mês. O crime aconteceu em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Nas imagens, Márcio revela que possui uma arma em casa que, segundo ele, seria utilizada para defesa pessoal. "Eu tenho uma arma porque fui ameaçado. Eles me forçaram a entrar no carro e o Lila (outro dos banddios presos) atirou nela", disse, em depoimento, na Divisão de Homicídios (DH). 





Jovem teria sido violentada se entrasse em carro, diz delegado

Segundo o delegado Wellington Vieira, Márcio e Carlos Henrique da Silva, de 47 anos, o Lila, ao lado de uma terceira pessoa que está foragida, assassinaram a jovem após ela ter sido roubada e negar-se a entrar no carro dos criminosos. Ele acredita que Tayenne seria violentada. "Acredito que eles tenham saído para roubar e que eles acabaram matando a Tayenne, porque ela reagiu não querendo entrar no carro. Suspeito que eles queriam estuprá-la", diz.

Márcio Rocha da Silva e Carlos Henrique da Silva foram presos acusados da morte de Tayenne Rodrigues%2C na madrugada do Réveillon%2C em Belford RoxoAlexandre Vieira / Agência O Dia

De acordo com Vieira, o trio foi identificado após a polícia analisar quatro câmeras de segurança próximas de onde Tayenne foi assassinada. Eles conseguiram ver um Gol branco com um teto preto e o pessoal que estava abordando a jovem. Durante a investigação, foi descoberto que o carro pertencia uma mulher que é mãe de criação do Márcio.

Depois do crime, o Márcio mandou o carro para a oficina para poder descaracterizar o veículo. Podemos estar diante de uma quadrilha que assalta em Belford Roxo", afirma o delegado. Na casa de Márcio os policiais encontraram um revólver calibre 38, 70 munições, além do celular e o "pau de selfie" de Tayenne. Já na residência de Carlos, foram encontrados dois revólveres, munições e toucas ninjas. Carlos, que em 1998 teve uma passagem pela polícia por porte de arma, negou o crime.

Tayenne comemorava a chegada de 2015 poucas horas antes de morrerReprodução Instragram

Todas as armas apreendidas serão submetidas a exames balísticos para saber se partiram delas os tiros que mataram Tayenne. Márcio, Carlos e o outro suspeito que está foragido foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte).

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