Bolsonaro nega crimes, inclusive acusação de incitar o estupro

Processos são fruto de bate-boca dele, em dezembro no Congresso, com a deputada Maria do Rosário (PT-RS)

Por O Dia

Rio - Em defesa prévia apresentada nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) negou ter cometido crimes de injúria, calúnia e incitação ao estupro.

As acusações, em dois processos, são fruto de bate-boca dele, em dezembro, no Congresso, com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra dos Direitos Humanos.

Para o deputado, a petista foi à Justiça por “birra”, uma vez que, em sua opinião, a desavença poderia ter sido resolvida em conversa no próprio Congresso. Em sua defesa, Bolsonaro alega que Maria do Rosário não tentou notificá-lo de forma extrajudicial, para pedir, por exemplo, uma retratação.

O deputado federal Jair Bolsonaro negou crimes e incitação ao estuproMárcio Mercante / Arquivo Agência O Dia

Para ele, a queixa tem cunho político. “A querelante, por birra, em virtude das posições políticas contrárias do querelado, traz ao Poder Judiciário problema que poderia ser resolvido na esfera do próprio Poder Legislativo”, escreveu a defesa.

Em 2014, Bolsonaro afirmou que não estupraria a deputada porque “ela não merece”. A petista protocolou uma queixa-crime no Supremo pedindo que Bolsonaro responda por injúria e calúnia. A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, denunciou Bolsonaro ao STF pelo crime de incitação ao estupro.

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