Greve dos garis entra no quarto dia consecutivo e lixo segue ocupando ruas

Justiça determinou que 75% do trabalhadores realizem serviços; Comlurb diz que acordo não está sendo cumprido

Por O Dia

Rio - A greve dos garis, que começou na última sexta-feira, entrou pelo quarto dia consecutivo nesta segunda-feira, ainda sem uma previsão de fim. A Justiça do Trabalho determinou que 75% dos trabalhadores continuassem realizando os serviços de limpeza e coleta. De acordo com a Comlurb, esse acordo não tem sido cumprido. O sindicato da categoria nega. Hoje, as ruas permanecem tomadas por lixo em diversos pontos da cidade.

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Homens sem uniforme realizam a coleta de lixo nesta segunda-feiraWhatsApp O DIA (98762-8248)

O vice-presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação, Antônio Carlos da Silva, disse que irá nesta segunda-feira ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para tentar marcar uma audiência com os promotores que julgam o caso e representantes da Comlurb para tentar um acordo. Ele disse que a categoria está aberta para negociação, mas que não aceita os 3% oferecido pela empresa.  Já a Comlurb informou que não há nenhuma reunião marcada e que o plano de contingência continua em vigor.

Segundo a empresa, funcionários das secretarias de Conservação, Ordem Pública e da Guarda Municipal ajudam na coleta do lixo. Através do WhatsApp do DIA (98762-8248), um leitor enviou uma foto com homens realizando a coleta sem uniforme. Questionada, a Comlurb disse que a situação "é de emergência, de crise", não dando para exigir o uso do uniforme durante o serviço. 

A Comlurb disse que a exigência da Justiça do Trabalho que 75% dos trabalhadores realizem o serviço não está sendo cumprido. No sábado, Luciano Araújo, presidente do sindicato da categoria, disse que a determinação está sendo cumprida, mas ele não soube especificar quantos garis estão trabalhando. "Agora, a greve vai continuar até o julgamento, mas precisamos respeitar a decisão judicial", disse o líder sindical.

De acordo com o sindicato, a categoria está paralisada pois a proposta de 47,7% foi negada, enquanto a Comlurb ofereceu um reajuste de 3%. Além disso, os grevistas pedem um reajuste no vale-refeição de R$ 20 para R$ 27.

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