Mulher é usada como isca para prender líder de quadrilha de sequestradores

Ricardo Reinol caiu em armadilha da polícia que fez a integrante do grupo, Cecília Fernandes, marcar encontro amoroso com ele

Por O Dia

Rio - Iludido com a promessa de um 'encontro amoroso', o líder da quadrilha de sequestradores Ricardo da Fonseca Reinol, de 39 anos, caiu em armadilha da Polícia Civil. Policiais da Divisão Antissequestro (DAS) usaram a integrante do bando, Cecília Moraes Fernandes, de 36 anos, e que seria garota de programa, para armar uma emboscada para o criminoso, capturado no último dia 9. 

Seguindo ordens da polícia, Cecília, que já havia sido presa, ligou para Reinol e marcou um encontro nas proximidades do estádio do Engenhão. Lá, os agentes conseguiram capturar o criminoso. Com sua prisão, a DAS desmantelou a quadrilha, que sequestrou um comerciante em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no final de janeiro deste ano.

Quadrilha de sequestradores (da esquerda para a direita)%3A Jorge Luiz%2C Guilherme%2C Carlos Frederico%2C Ricardo Reinol e CecíliaFernando Souza / Agência O Dia

Além de Cecília, a polícia já havia prendido Guilherme Nogueira da Gama Gomes, 29 anos, Jorge Luís de Aquino Baia, o 'Jorginho', 33, Carlos Frederico Perez Costa, conhecido como 'Fred', 42.

Os cinco sequestraram o dono de uma farmácia de Nova Iguaçu, quando a vítima saía do estabelecimento. Na negociação, a quadrilha chegou a pedir R$ 8 milhões para soltar a vítima, mas os agentes da DAS conseguiram interceptar o pagamento e prender três criminosos (Guilherme, Jorginho e Fred). 

"Este foi o primeiro sequestro do ano e esperamos que não ocorra outro. Chegamos aos acusasos através de escutas telefônicas e das primeiras prisões", relatou o delegado assistente da DAS, Eduardo Soares, que acrescentou: "Durante o período em que a vítima esteve em poder dos bandidos, ficou o tempo todo com os olhos vendados e os pulsos amarrados com fitas adesivas, mas disse não ter sofrido maus-tratos".

Vítima foi liberada de cativeiro e denunciou criminosos

A vítima foi levada para a casa do Jorginho, enquanto a esposa do criminoso estava na maternidade. Quando a mulher dele — que não fazia parte do bando — saiu do hospital, a quadrilha decidiu então libertar a vítima, mediante o pagamento dos R$ 8 milhões. Eles ameaçaram o comerciante e toda sua família de morte.

No entanto, apesar das ameaças, a vítima procurou a polícia, que iniciou a investigação e monitorou as negociações entre o empresário e a quadrilha. Uma semana depois, a polícia prendeu Guilherme, Jorginho e Carlos Frederico.

Cerca de 15 dias após a prisão do trio, a polícia capturou a quarta integrante da quadrilha: a garota de programa Cecília. De acordo com o delegado, ela era responsável pela compra de chips usados nos telefones dos integrantes. 

De acordo com a polícia, Ricardo já havia sido preso anteriormente pela especializada acusado pelo mesmo crime. Ele tem três anotações criminais, sendo uma por extorsão mediante sequestro, em 2000, e pela qual foi condenado a 15 anos de prisão. Reinol comandou, em 2000, o sequestro do empresário da Breda Turismo.

Ele já havia cumprido 9 anos e estava sob liberdade condicional. Ele também tem anotação pelos crimes de receptação e estelionato.

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