Paes lança dossiê sobre obras do campo de golfe para as Olimpíadas

Construção é em área de preservação ambiental e vem sendo questionada por ativistas; MP chegou a fazer pedido de paralisação da obra à Justiça, que negou

Por O Dia

Rio - Em meio a questionamentos e manifestação contra as obras do campo de golpe para as Olimpíadas, construído em área de preservação ambiental na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o prefeito Eduardo Paes lançou um dossiê para 'explicar' a construção nesta quarta-feira. Paes divulgou o documento durante visita às instalações e disse que o objetivo é esclarecer a população sobre o projeto. 

A construção do campo de golfe já foi questionada pelo Ministério Público do Rio (MP), que pediu à justiça para embargar as obras. No entanto, a liminar foi negada e a cosntrução mantida. O grupo 'Golfe para quem?' já organizou diversos atos contra o projeto, e questiona a escolha de área de preservação ambiental. Os ativistas já se reuniram com equipe técnica do MP e pressionou o órgão para investigar as obras. 

Defendendo a implantação do equipamento no local, Paes afirmou que já havia uma licença ambiental, de 2008, para a construção do campo de golfe no local. Ele afirmou ainda que a área foi usada como depósito de materiais pelo governo do estado. Ainda segundo o prefeito, a opção de usar os campos de golfe do Itanhangá e da Gávea — que passariam por intervenções — foram recusadas pela Federação Internacional de Golfe e o Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Antes mesmo de o Rio ser escolhido como sede das Olimpíadas, já existia um projeto de construção de campo de golfe em 2007 e com licença ambiental aprovada em 2008", declarou ele, que acrescentou: "A adaptação do Itanhangá custaria 25 milhões de dólares e a construção de um novo, nesta área, era de 26 milhões de dólares. Além disso, aqui é próximo da Vila dos Atletas", disse Paes. 

Antes da chegada de Paes ao local, cerca de oito ativistas protestaram na entrada da instalação. Segurando cartazes contra a obra, eles voltaram a questionar a legalidade da construção e afirmaram que era "um crime ambiental". 

No fim de dezembro de 2014, os ativistas fizeram o 'Ocupa Golfe', um acampamento em frente ao local que se estendeu até janeiro. 



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