Wagner Victer solta o verbo contra mudanças na Ilha do Governador

Ex-presidente da Cedae disse que projeto da prefeitura atende a interesses imobiliários e “vende o futuro dos mais pobres"

Por O Dia

Rio - Presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do governo estadual, Wagner Victer soltou o verbo em audiência pública, na Câmara Municipal, convocada para discutir o PEU (Projeto de Estruturação Urbana) da Ilha do Governador. A proposta foi enviada pela prefeitura e tem como principal defensor o vereador Jimmy Pereira.

Morador do bairro e ex-presidente da Cedae, Victer ressalvou falar como cidadão, mas disse que o projeto atende a interesses imobiliários e “vende o futuro dos mais pobres".

Vilas sem garagem

A principal crítica está relacionada à criação de uma zona residencial onde não haveria mais a limitação de uma unidade familiar para cada 100 metros quadrados. Isso permitiria a construção de vilas residenciais sem vagas de garagem.

Não virou bairro

Victer frisou que, ao contrário do prometido, o PEU não reconhece como bairro a Favela de Tubiacanga, o que daria margem para sua remoção.

Assalto em Mauá

Nem Visconde de Mauá escapa da violência. Sábado passado, o músico Victor Biglione foi rendido no quarto da pousada onde estava hospedado. Armados, os bandidos levaram parte de seus instrumentos.

Doações para FHC

Os R$ 3 milhões doados pela Camargo Corrêa para o Instituto Lula têm que ser investigados. Mas petistas ressaltam que, em 2002, ainda no governo, Fernando Henrique Cardoso pediu a empresários — entre eles, um diretor da mesma empreiteira — um total de R$ 7 milhões para o instituto que leva seu nome. Em 2011 e 2012, empresas, entre elas a VBC, controlada pela Camargo Corrêa, entregaram R$ 11,967 milhões para o instituto de FHC, e ainda abateram a grana no Imposto de Renda.

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