'Neymar da Matemática' visita escola municipal premiada em Jacarepaguá

Nos últimos dez anos, foram 389 premiações em dez edições da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas

Por O Dia

Rio -  Os alunos da escola municipal Francis Hime tiveram uma experiência inédita na manhã desta terça-feira, com a visita do professor Edward Frenkel. Autor do livro ‘Amor e Matemática’, best seller nos Estados Unidos, e de vídeos no YouTube com mais de 3 milhões de visitas, Frenkel fez questão de conhecer os alunos da escola pública que virou referência em matemática no Rio de Janeiro e no Brasil.

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Localizada na estrada com o sugestivo nome de Pau da Fome, a Escola Francis Hime tem estudantes com sede de aprender. E de vencer. Nos últimos dez anos, foram 389 premiações em dez edições da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

Campeões da Matemática%3A alunos da escola Francis Hime conheceram o matemático Edward FrenkelDivulgação

O encontro de terça-feira com o professor da Universidade da Califórnia que se tornou famoso justamente pelo prazer que tem em ensinar, encantou os estudantes. “Foi uma experiência incrível. Eu olhei para os alunos, e os olhos deles brilhavam demais. Foi especial explicar que a matemática é inspiradora e por que isso é tão importante para o mundo atual”, disse Frenkel.

Um dos medalhistas de ouro, Gerson Fernandes Manso Filho, de 14 anos, do oitavo ano do ensino fundamental, era um dos que tinham brilho no olhar. “O encontro foi ótimo e nos incentiva ainda mais. É bom saber que é possível fazer sucesso com a matemática. Eu ainda estou descobrindo esse mundo, mas já posso dizer que tenho uma pequena paixão pela matemática”, disse Gerson.

O responsável pelo encontro, professor Luiz Felipe Lins, uma espécie de técnico da garotada nas Olimpíadas de matemática, comemorou o encontro e falou sobre o legado que está sendo deixado pela escola. “Os alunos estão conhecendo a conquista através do estudo, algo que eles só conheciam através do esporte ou da arte. E nosso país não pode formar apenas atletas e artistas. Precisamos de cientistas também para construir um futuro melhor”, explicou.


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