Renúncia, STF ou cassação: As portas de saída para Eduardo Cunha

Parlamentares ouvidos pelo Informe disseram que o regimento interno da Câmara não prevê a destituição do presidente da Casa

Por O Dia

Rio - Parlamentares ouvidos pelo Informe disseram que o regimento interno da Câmara dos Deputados não prevê a destituição do presidente da Casa. O afastamento de Eduardo Cunha dependeria, principalmente, de uma eventual renúncia. Isto, caso ele se veja sem condições políticas de exercer o cargo. Os deputados, porém, têm o poder de cassar o mandato de qualquer colega.

Outra possibilidade depende de o Supremo Tribunal Federal aceitar a denúncia contra Cunha. O procurador-geral da República poderia, então, solicitar seu afastamento da presidência da Câmara ao mesmo STF.

O substituto

Caso Cunha renuncie ou seja afastado pela Justiça haverá uma nova eleição, que será convocada pelo primeiro vice, Waldir Maranhão (PP-MA), acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber dinheiro no Petrolão.

Outros cargos

O segundo vice-presidente da Câmara, Fernando Giacobo (PR-PR), e o primeiro-secretário, Beto Mansur (PBR-SP), são réus em processos no STF.

Prudência

Um advogado e parlamentar não descarta a hipótese de Cunha ter desistido de viajar à Itália para evitar qualquer problema com a Justiça suíça. Ele não pode ser extraditado, mas nada impede que seja alvo de ação no exterior.

Santo nome

Em sua declaração de bens, Cunha diz ter cotas da empresa Jesus.Com Serviços de Promoções, Propaganda e Atividades de Rádio Ltda.

Em nome do pai

Clarissa Garotinho vai ficar no PR. Alega que o presidente do PSDB-RJ, Otavio Leite, criou obstáculos que impediram sua ida para o ninho tucano. Já Anthony Garotinho, presidente do PR-RJ, vai pedir na Justiça o mandato do deputado Geraldo Pudim, que foi para o PMDB.


 

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