Vereador é preso suspeito de matar ex-prefeito de cidade da Região Serrana

Crime aconteceu no dia 30 de abril deste ano

Por O Dia

Rio -  Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) prenderam, nesta sexta-feira, o vereador Douglas Borges, da Câmara Municipal de Macuco, por suspeita na morte do ex-prefeito do município, Rogerio Bianchini. O crime aconteceu no dia 30 de abril deste ano. Ele foi morto com cinco tiros na porta de casa, no bairro Maravilha, quando saía para caminhar pela manhã

De acordo com o delegado titular da especializada, Fabio Barucke, o assessor do vereador, Daniel Aleixo Guimarães, 31 anos, foi preso no último dia 10. As investigações estão em andamento para apurar outros envolvidos no crime. Segundo agentes da especializada, uma das principais linhas de investigação é a de crime político.

Bianchini foi prefeito e vice por mandatos consecutivos em MacucoDivulgação

Bianchini era filiado ao PMDB e foi prefeito de Macuco até 2012. Ele foi o chefe da administração pública por dois mandatos consecutivos. Anteriormente foi vice-prefeito nos dois mandatos de seu predecessor.

Não é a primeira vez que ocorre um crime contra um ex-prefeito da cidade. Em 2006, Maurício Bittencourt, que esteve à frente da cidade de 1996 a 2004, foi morto com quatro tiros próximo à casa onde morava ao voltar de um casamento. Rogério, na época, era prefeito.

Segundo uma funcionária da Prefeitura de Macuco que já havia trabalhado com o ex-prefeito, Rogério Bianchini era uma figura política carismática e polêmica.

O político respondia a processos administrativos relacionados ao período em que governou. No ano passado, o ex-prefeito e mais cinco empresários foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Eles foram acusados de formação de quadrilha e fraude ao caráter competitivo de procedimentos licitatórios cometidos de maneira reiterada. O órgão requeria ainda garantir a reparação do prejuízo causado aos cofres públicos. Juntos, somam R$ 3,7 milhões.


Últimas de Rio De Janeiro