Justiça determina prisão temporária de acusados de espancar vendedor de gelo

Fabiano Machado da Silva foi 'barbaramente espancado' e não teve chance de se defender, entende juíza. Irmã e sobrinha dele prestam depoimento na Divisão de Homicídios nesta tarde

Por O Dia

Espancado até a morte em Ipanema%2C o vendedor de gelo Fabiano Machado da Silva foi sepultado nesta segunda-feira%2C na Baixada FluminenseReprodução

Rio - Três suspeitos de espancar até a morte o vendedor de gelo Fabiano Machado da Silva, em Ipanema, na Zona Sul, no domingo, tiveram nesta terça-feira sua prisão temporária de 30 dias decretada pela juíza do Tribunal de Justiça (TJ), Maria Izabel Pena Pieranti. Eles foram ouvidos apenas como testemunhas na Delegacia de Homicídios da Capital (DH), na noite de segunda-feira, e liberados horas depois.

Por volta das 16h20, agentes da especializada seguiram em diligências para prender Alan Cesar de Mesquita, Ana Alice Alves Cosme Carneiro e Ingrid Caldeira Mendes, que teriam usado uma barra de ferro para bater em Fabiano durante briga na Rua Gomes Carneiro, na saída de uma festa.

Na decisão, a juíza Maria Izabel destacou que a vítima não teve chance de defesa. “É de se observar que não se trata apenas de mais um homicídio, praticado em plena via pública, sob a luz do dia... A vítima fatal, depois de encurralada junto a um caminhão, foi barbaramente espancada por várias pessoas, com uma barra de ferro, recebendo ainda chutes, socos e pontapés. A ação configurou verdadeiro linchamento, não deixando qualquer chance de reação à vítima”, enfatizou.

Em outro trecho, a magistrada ressaltou que fotografias mostram que a maioria dos golpes foram aplicados na cabeça da vítima. Os acusados alegaram que revidaram as agressões iniciadas por Fabiano. Caso a prisão temporária não seja renovada pela autoridade policial ao término do prazo de 30 dias, os três acusados deverão ser colocados em liberdade.

Irmã de Fabiano, a dona de casa Hosana dos Santos Machado, de 46 anos, mostrou-se aliviada com a decisão judicial e pediu condenação para os acusados. “A família sentiu um alívio muito grande. O problema é que a polícia prende e a Justiça solta. Queremos que sejam condenados”, contou.

Ainda segundo ela, seu irmão não conhecia os três suspeitos, moradores de Irajá.

Alegação de defesa

A irmã de Fabiano, Hosana Machado, contou ainda que um dos agressores alegou legítima defesa ao prestar depoimento. Alan César de Mesquita teria dito que foi defender a namorada após Fabiano ter falado algo para Ingrid Mendes.

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