Ingressos para o Sambódromo furtados vão parar nas mãos de turistas chilenos

Apesar do registro na 4ª DP, a Polícia Civil não mandou ninguém para a Marquês de Sapucaí para ouvir, na sexta, eventuais compradores das entradas

Por O Dia

Rio - Ingressos para o Sambódromo que haviam sido furtados do jornalista João Gustavo Melo em novembro, na Confeitaria Colombo, foram parar nas mãos de turistas. O casal de chilenos Gustavo e Lorena disse que adquiriu na agência Fast Line Tour II, em Copacabana, as entradas para acompanhar, numa frisa do Setor 6, os desfiles das escolas da Série A. Na sexta-feira, Lorena mostrou um cartão da agência em nome de Bruno Albanese. Ela e o marido conseguiram entrar no Sambódromo sem problemas.

Repasse

Por telefone, Luiz Albanese, pai de Bruno e dono da Fast Line, disse revender ingressos que compra de desconhecidos. Segundo ele, os tíquetes são oferecidos à agência.

CPF

Albanese afirmou não ter como como checar a procedência dos ingressos. Mas a Lierj, organizadora dos desfiles da Série A, exige que o comprador de frisa forneça o número de seu CPF. Os chilenos pagaram caro: R$ 240 por cada tíquete, R$ 140 a mais que o preço oficial.

Polícia não foi

Por ter registrado o furto na 4ª DP e divulgado o caso na internet e em anúncio publicado em jornal, Melo conseguiu novos ingressos. Apesar do registro, a Polícia Civil não mandou ninguém ao Sambódromo para ouvir, na sexta, eventuais compradores das entradas. Duas pessoas que também haviam adquirido tíquetes para a mesma frisa foram barradas e encaminhadas para a arquibancada.

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